Nem no pior dos seus pesadelos Pep Guardiola imaginou que chegaria ao segundo mês da temporada com dois dos seus zagueiros machucados com seriedade. Depois de Aymeric Laporte, fora até o ano que vem, John Stones sentiu uma lesão tentando dar um passe e ficará afastado por aproximadamente seis semanas. No entanto, apesar da improbabilidade, foi o risco que o Manchester City correu ao decidir não contratar uma reposição para Vincent Kompany na última janela de transferências. Agora, a única opção sênior pelo próximo mês, pelo menos, será Nicolás Otamendi.

Guardiola também pode lamentar que, entre os três zagueiros que treina, ficou com o palitinho mais curto porque Otamendi não passa por uma boa fase, muito mal contra o Norwich na derrota do último fim de semana, quando Stones sofreu sua lesão. Mas é quem sobrou. Deve ter o volante Fernandinho improvisado ao seu lado, com os moleques Eric García, 18 anos, apenas três jogos de Copa da Liga no currículo, e Taylor Harwood-Bellis, 17, que ainda nem estreou.

“Vamos com eles pelos próximos meses. É o que é. Às vezes situações acontecem. Aconteceu e o que não faremos é reclamar. Eu gosto, posso me provar e mostrar que somos capazes de encontrar uma solução. Não é um problema, é um desafio. Eles conseguirão, sem problema. Meus jogadores são os melhores. Vamos trabalhar com os jogadores que temos para criar alguma coisa. Futebol não é sobre como você lida com as situações boas, é como lidar com as ruins”, disse o treinador Guardiola.

Palavras otimistas que escondem o fato de que a situação era evitável. O Manchester City tinha quatro zagueiros e Fernandinho para emergências. Quando Kompany saiu, ficou com três e não se mexeu o suficiente para recompor o setor. Foi especulada uma abordagem por Harry Maguire, mas os Citizens teriam sido afugentados pelo alto preço pedido pelo Leicester, que o United acabou pagando.

Mesmo antes de Stones se machucar, Guardiola respondeu às especulações de que contrataria um zagueiro garantindo que não estava interessado em nenhum e que o clube não teve dinheiro para investir no mercado do meio do ano e também não teria em janeiro. No entanto, como o City gastou € 70 milhões em Rodri, € 30 milhões na diferença da troca de Cancelo por Danilo, e mais uns caramingués com três garotos, a questão na verdade foi ordem de prioridade.

E outra é que, embora tenha sido a tendência de verão em Manchester, contratar Harry Maguire não é a única maneira de reforçar a sua defesa. Uma boa observação poderia encontrar um jogador menos maduro, mas com potencial e por um preço mais acessível. Lembrando que o seu cargo seria o de quarto reserva da zaga. Acima de tudo, o City precisava de um corpo adulto para recompor o seu elenco com a saída de Kompany.

Não foi atrás de um e agora pode pagar o preço. Fernandinho pode brilhar na defesa, ninguém mais se machucar ou os garotos evoluírem à ocasião rapidamente. Mas, com Otamendi e Stones, a defesa já passou por apuros contra o Norwich. Ainda mais desfalcada no futuro próximo, pode encontrar outros problemas pela frente e, se a disputa pela Premier League for tão acirrada quanto na temporada passada, pontos perdidos mesmo que em setembro e outubro podem custar caro.