A temporada de Eden Hazard pode ter chegado ao fim neste fim de semana. Na derrota por 1 a 0 para o Levante, no fim de semana, o belga deixou o gramado machucado. Em comunicado, o Real Madrid confirmou que o seu camisa 7 quebrou o tornozelo. Mais precisamente, a tíbula distal direita. Só que há dúvidas em relação ao tratamento, se cirúrgico ou conservador. E isso impacta diretamente no tempo de recuperação, inclusive se ele conseguirá voltar nesta temporada ou só na próxima com uma cirurgia – o que pode tirá-lo até mesmo da Eurocopa.

A lesão já o tira de dois grandes jogos: o Manchester City, na quarta-feira, pela Champions League, e o Barcelona, no dia 1º de março, no estádio Santiago Bernabéu. Sua ausência tem se tornado constante na temporada. São apenas 15 partidas disputadas pelo belga até aqui de 36 possíveis. Em termos de minutos, jogou só 34% (1.124 minutos de 3.270 totais). Não jogou 19 partidas por lesão. Outra ficou ausente pelo nascimento do seu filho, horas antes do jogo contra o Mallorca.

A questão agora é o tipo de tratamento. Em novembro, quando se lesionou em jogo contra o PSG no mesmo tornozelo, a opção do clube foi por um tratamento conservador. A ideia era ter o jogador de volta mais rapidamente. Só que isso não foi possível: perdeu 16 jogos, em 64 dias de ausência. Voltou contra o Celta, fez um bom jogo, criou situações de gol, sofrendo um pênalti. Contra o Levante, se machucou no segundo tempo e novamente está com problemas no tornozelo, que está fraturado.

A cirurgia é uma opção de tratamento, que tem como vantagem uma recuperação teoricamente melhor da lesão. O problema é que o tempo afastado é maior, cerca de três meses. Poderia colocar em risco a participação do jogador na Eurocopa. Por outro lado, o clube pode optar por um tratamento conservador, o que aceleraria a recuperação, entre dois meses e dois meses e meio. Isso significa que ele poderia jogar nas rodadas finais de La Liga – que está acirrada e isso pode ser decisivo – e as semifinais da Champions League, se o clube chegar até lá. A dúvida sobre o que fazer certamente também passa por Hazard, que sabe os riscos das duas opções. O que será feito ainda é incerto.