Leonardo diz que aparou as arestas com Tuchel e que não pensou em substituí-lo após cobranças públicas do treinador

Leonardo afirmou que não gostou das declarações públicas de Thomas Tuchel cobrando reforços, no começo de outubro, quando a janela de transferências estava fechando, mas que nunca pensou em substituir o treinador, agora pressionado também por resultados ruins na Champions League, e disse que o importante é que todos no Paris Saint-Germain se movam na mesma direção.

Antes do fim dos negócios, Tuchel havia dito que teria que trabalhar com menos material humano e que o elenco mais curto cobraria um preço em “outubro, novembro, dezembro, janeiro”. Também reclamou de perder jogadores sem compensação, como Adrien Rabiot, e temia que o mesmo acontecesse com Angel Di María, Draxler e Bernat.

No último mercado, Thomas Meunier, Thiago Silva e Edinson Cavani também foram embora ao fim dos seus contratos. O PSG investiu apenas para confirmar Mauro Icardi. Nos últimos dias da janela, conseguiu aumentar um pouco as opções de Tuchel com Moise Kean, Danilo Pereira e Rafinha.

Leonardo havia dito categoricamente que não havia gostado das declarações de Tuchel e chegou a indicar uma mudança afirmando que “se ele decidir ficar, precisa respeitar as escolhas da direção”. Agora, respondendo perguntas dos torcedores ao site oficial do PSG, adotou um tom mais conciliador, mas não deixou de mandar um recado.

“O clube sempre precisa apoiar seu treinador, mas algumas coisas também precisam ser ditas quando for necessário. Tivemos uma discussão, conversamos internamente, mas não gostamos do fato de ele ter tornado o problema público. Essas coisas acontecem o tempo todo, em todos os clubes. As pessoas podem concordar ou não com o que está acontecendo no lado esportivo, e isso é normal. É normal ter uma discussão. Nunca foi uma questão de substituir Thomas Tuchel. Precisamos nos concentrar em nossos objetivos”, afirmou.

Acalmando os nervos de Tuchel, Leonardo afirmou que começou a pensar nas renovações de Bernat, Draxler e Di María, com contratos até o final da temporada, e também de Mbappé e Neymar, com um ano a mais de vínculo. Mas a situação financeira não é boa.

“Lembre-se que o PSG sofreu perdas financeiras este ano, estamos em um momento complicado, mas estamos conversando diretamente com Mbappé e Neymar. Há um contexto que não podemos evitar e precisamos nos adaptar a ele. Há também jovens que gostaríamos de estender o contrato. Começamos as discussões e elas devem se intensificar nas próximas semanas”, afirmou.

“Acho que é o momento certo. Estamos nos aproximando de um período crucial em relação a renovações. Temos um time com jovens jogadores, alguns que já são bem experientes e seremos um grande time pelos próximos cinco anos”, completou.

A situação na Champions League não o preocupa. O PSG venceu o Istambul Basaksehir, mas foi derrotado pelo Manchester United e pelo RB Leipzig na primeira metade do seu grupo. “Apesar de um começo difícil, claro que a classificação ainda é possível. Os resultados no grupo estão um pouco malucos, com times ganhando, depois perdendo. Ainda está tudo muito aberto. O próximo jogo em casa contra o Leipzig será muito importante e precisamos nos preparar para ele da melhor maneira. Gostaríamos de ter vencido nossos três primeiros jogos, mas ainda há tudo pelo que se jogar”, encerrou.

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