Diferentemente de janelas passadas, o PSG não está sendo um dos protagonistas do atual mercado de verão europeu. Além da compra definitiva de Mauro Icardi e Sergio Rico, os parisienses não fizeram movimentação por nenhum outro jogador, e Leonardo, diretor esportivo do clube, explicou a situação: será preciso vender antes de pensar em comprar.

Leonardo foi o convidado especial do programa Canal Football Club, da emissora Canal+, na noite de domingo (6), e falou sobre os planos do PSG para o atual mercado de transferências. O tema já era natural devido ao momento, mas ganhou mais importância depois de Kylian Mbappé dizer publicamente que a equipe precisava de reforços.

“É preciso comprar jogadores. Espero que haverá bons reforços e que possamos começar a temporada com o objetivo de sermos melhores do que na temporada passada”, pressionou o atacante francês em entrevista ao canal TF1.

Leonardo, por sua vez, reconheceu as necessidades da equipe, mas adotou cautela, levando em conta o momento financeiro delicado devido à crise do Coronavírus. “Temos uma lista e temos prioridades. Temos um mês, até 5 de outubro (para o fechamento da janela). Se o Kylian diz isso, é porque ele sabe que pensamos a mesma coisa. O PSG é sempre ambicioso. Mas há situações óbvias e precisamos lidar com elas.”

“Hoje, antes de dar um passo, precisamos ver como o daremos, é tudo milimétrico. Temos necessidades, está claro. Precisamos de um lateral direito”, completou, em referência à posição que ficou carente depois da saída de Thomas Meunier para o Borussia Dortmund.

“Todos os clubes hoje precisam vender para poder comprar. Existe o Fair Play Financeiro. Fizemos um grande investimento no Icardi. Precisamos ser criativos. Precisamos pensar nas vendas. Temos uma equipe de nível muito alto”, disse Leonardo, antes de indicar que o elenco parisiense estaria muito inchado.

“Hoje, não vamos contratar dez jogadores. Podemos também falar de trocas. Temos 29 jogadores, é muito. Talvez precisemos fazer duas ou três coisas, mas a base existe.”

Segundo a imprensa francesa, um dos jogadores que poderiam deixar o PSG na tentativa do clube de fazer caixa é Julian Draxler, que não faria parte dos planos do técnico Thomas Tuchel. Alphonse Aréola, segundo o L’Équipe, é outro que estaria na “vitrine”, enquanto Idrissa Gueye não seria impedido de sair caso uma boa proposta chegasse.

Diferentes veículos franceses afirmam que o PSG precisa arrecadar cerca de € 60 milhões em vendas para amenizar as perdas devido ao Coronavírus, que podem chegar a € 100 milhões no exercício de 2020/21, de acordo com o L’Équipe.

O momento de transição logo após a melhor campanha do clube na Liga dos Campeões é um relativamente delicado, em termos de montagem de elenco. Como reconhecido por Mbappé e Leonardo, é preciso se reforçar, mas o momento pede por vendas, ao mesmo tempo em que o clbube lida com saídas sem contrapartida: além de Meunier, Cavani, Thiago Silva e as jovens promessas Adil Aouchiche e Tanguy Kouassi deixaram o clube ao fim de seus vínculos.