*De Madrid

“Extraordinário”. “Fantástico”. “Um dos poucos times fora dos grandes tubarões do futebol europeu que conquistou a Champions”. Estas foram as palavras usadas por Vitor Baía para definir a conquista da Champions pelo Porto em 2004. Para o ex-goleiro português, o treinador José Mourinho foi fundamental para que os jogadores ganhassem confiança de que era possível faturar a Liga dos Campeões.

“Mourinho teve uma importância muito grande. Estava no início da carreira. Muito ambicioso. Ele transmitia ambição e esta energia contagiosa. É um líder nato. Ele tem uma inteligência acima da média. Ele conhecia muito bem os jogadores”, disse Vítor Baia, em entrevista à Trivela. “Mourinho acreditava e passava a ideia de que podíamos ganhar a Champions. E depois começamos a acreditar também”, ressaltou o ex-jogador português.

O ex-goleiro considera a conquista da Champions um feito histórico. “Foi fantástico. Foi um momento extraordinário, único. Conseguimos ganhar a Champions. Somos um dos poucos times fora dos grandes tubarões do futebol europeu que conquistou a Champions. É difícil, mas não impossível. É possível um time com bons jogadores, bons treinadores e com uma boa estrutura ser campeão da Europa. Conseguimos um feito extraordinário. Estamos na história”.

“Era um time de muita qualidade com Deco, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira e muitos jogadores que depois seguiram a carreira em grandes clubes europeus. Era o início de carreira para eles. Eu já era o mais veterano, mais experiente. Tinha 34 anos. Para eles foi o início de uma carreira e nada melhor do que começar com uma conquista da Champions. Isso abriu muitas portas para eles”.

Sobre a final da Champions desta temporada, entre Tottenham e Liverpool, Vítor Baia acredita que o título será decidido mais pelas qualidades individuais dos jogadores do que pela tática. “É uma final com dois treinadores que tem o futebol positivo. Talvez teremos uma das melhores finais dos últimos tempos. As questões táticas provavelmente não serão tão importantes e sim as questões individuais dos jogadores e dos goleiros. Os duelos individuais vão decidir”, concluiu.