O Barcelona arrancou uma virada difícil sobre o Leganés neste sábado, fora de casa, em jogo de La Liga. A vitória por 2 a 1 passou longe de um desempenho ao menos razoável. A virada veio em gols de bolas paradas, única forma que o time encontrou de criar boas oportunidades. Mais uma vez, o time não conseguiu fazer seus novos jogadores renderem e contou mais com a sua força individual.

O técnico Ernesto Valverde, muito criticado e pressionado pela torcida, escalou um time no 4-2-3-1, com Antoine Griezmann do lado esquerdo do ataque, Ousmane Dembélé do lado direito, Lionel Messi centralizado e Luis Suárez no ataque. No meio, Sergio Busquets e Frenkie de Jong. A ideia parecia tentar aproveitar o talento do time no ataque, só que o efeito acabou sendo um meio-campo que ficou perdido. O Leganés, em um 5-4-1, dominou o setor e fez com que os blaugranas tivessem dificuldades em criar jogadas.

Como tem sido praxe, o Barcelona começou mal o jogo. Tomou um gol cedo, que complicou as coisas. Foi aos 12 minutos que Roque Mesa tocou para Youssef En-Nesryi e ele acertou um chute fantástico, no ângulo, sem chance para o ótimo goleiro Marc-André Ter Stegen: 1 a 0 para o Leganés, para festa dos seus torcedores.

No primeiro tempo, o Leganés foi mesmo melhor que o Barcelona, apesar do domínio da posse de bola pelo time catalão. Foram quatro chutes a gol e apenas dois no alvo do time de Messi e Suárez, enquanto o Leganés chutou seis vezes, com duas finalizações certas. Mais do que as finalizações, que não contam a história do jogo, o que acontecia era que o Leganés tinha o seu plano bem-sucedido em bloquear as ações ofensivas do Barcelona ao dificultar muito que a bola chegasse aos habilidosos atacantes do adversário. E no primeiro tempo, conseguiu.

No início do segundo tempo, aos sete minutos, cobrança de falta de Lionel Messi na intermediária para o meio da área, e Luis Suárez subiu bonito de cabeça para marcar: 1 a 0. Se na bola rolando estava difícil, ao menos na bola parada o Barcelona teve dois dos seus melhores jogadores construindo um gol como conseguiram. É pouco, mas já que o time joga mal, seria bom ao menos um empate.

Depois do empate, o técnico mexeu no time. Saíram dois jogadores: Sergio Busquets deu lugar a Ivan Rakitic, enquanto Griezmann deu lugar a Vidal. O time voltou ao jeito de jogar que é mais comum na era Valverde. O time melhorou. Vidal deu força ao meio-campo do time, que se recuperou, depois de ficar perdido na marcação adversária. Rakitic também ajudou. O croata está em melhor fase que Busquets, que, como é raro na sua carreira, não vem jogando bem.

O segundo gol veio na reta final, aos 34 minutos. Depois de um escanteio, a bola tocou em um defensor do Leganés, e sobrou para Arturo Vidal. Ele, em posição de impedimento, tocou para a rede, o que gerou reclamações dos jogadores do Leganés. Só que a bola foi tocada pelo defensor, que se surpreendeu com a bola e acabou tocando nela para trás. Foi a virada do Barcelona, 2 a 1.

Foi tudo que o jogo ofereceu. O placar ficou mesmo em 2 a 1, sem grandes destaques. O que o jogo pode deixar para o técnico do Barcelona é que Vidal e Rakitic entraram bem, o que pode indicar uma possibilidade de montar outro tipo de meio-campo. Resta saber como o treinador irá adaptar tantos jogadores de ataque, que estão mal, e jogadores de meio-campo que vão um pouco melhor.

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