Frank Lampard nunca deve ter ficado tão satisfeito com uma decisão. Olivier Giroud estava com um pé e meio para fora de Stamford Bridge em janeiro, mas, sem uma reposição alinhada, o treinador não permitiu que ele fosse embora, por mais que não estivesse dando chances para o francês. Não havia disputado nem 200 minutos pela Premier League. E, no fim, foram duas decisões que pagaram dividendos: mantê-lo no clube e passar a usá-lo. Giroud fez oito gols nas últimas 12 rodadas da liga inglesa, decisivo para que os Blues confirmassem a vaga na próxima Champions League após a vitória por 2 a 0 sobre o Wolverhampton.

A temporada do Chelsea foi de altos e baixos. Começou bem, teve uma oscilação forte no meio e terminou com força, com sete vitórias e três derrotas nas últimas dez rodadas da Premier League. Giroud marcou em cinco dos últimos seis jogos, inclusive o segundo gol da vitória deste domingo sobre o Wolverhampton, chegando a driblar Rui Patrício antes bater para o gol vazio.

O saldo tem que ser positivo para Frank Lampard. Terminou em alta uma campanha com diversos problemas, sem poder contratar sem Eden Hazard e ainda aprendendo as peculiaridades de ser treinador de um clube grande que disputa os principais campeonatos do mundo. A defesa foi às vezes frágil, o ataque às vezes não teve contundência, mas a vaga na Champions League é um grande resultado.

Especialmente porque a campanha também deixou outros legados. Os jovens que Lampard prometeu desenvolver mostram qualidade. Tammy Abraham mostrou que sabe fazer gols também na elite, apesar de ter caído de rendimento. Mason Mount teve bons momentos, incluindo o gol deste domingo que levou o placar a 2 a 0, com uma cobrança de falta, e Pulisic, depois de um começo devagar, tornou-se o principal jogador do time na reta final.

Timo Werner e Hakim Ziyech estão confirmados como reforços para a próxima temporada, e ainda há a expectativa por mais contratações relevantes. Ao mesmo tempo em que fornece mais poder de fogo a Lampard, também aumenta a responsabilidade de transformar todos esses talentos em um time consistente que brigará de verdade pelos títulos.

O Wolverhampton fez muito pouco para evitar a derrota. Difícil culpá-lo. Está há mais de um ano em ritmo de competição, desde as fases preliminares da Liga Europa, que começaram para os ingleses em 17 de julho de 2019, e Nuno Espírito Santo roda muito pouco seus titulares. Até voltou bem da paralisação, mas três derrotas e um empate nas últimas seis rodadas derrubaram-no ao sétimo lugar.

Agora, torce para o Chelsea na final da Copa da Inglaterra para se classificar à Liga Europa e, ainda na edição deste ano, pode até jogar a Champions League, caso seja campeão.

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