Frank Lampard, técnico do Chelsea, deu entrevista ao site da Uefa e, ao ser questionado sobre qual foi o adversário mais difícil de enfrentar na Champions League, respondeu, claro, Lionel Messi. Depois, limitou-se a jogadores da sua posição e elegeu uma dupla: Xavi e Iniesta.

“Posso dar duas respostas? Na verdade, serão três. A primeira é Messi porque ele foi o jogador mais incrível, com equilíbrio, velocidade. Era como se você enfrentasse alguém que não estava no mesmo nível de todos nós. Sei que enfrentei alguns dos grandes, mas ele foi especial, incrível, mas não estou dizendo nada que vocês não saibam”, começou.

“Ele não era bem da minha posição. Os dois jogadores que sempre lembro que me causaram mais dificuldades foram Xavi e Iniesta. No campo deles, o sentimento é que era muito vasto e eles simplesmente jogavam futebol em torno de você e você não chegava perto deles. No Stamford Bridge, dava para chegar mais perto, mas esses dois, como dupla, eram especiais. Era um futebol que não era normal para mim. Diferente de tudo que enfrentei”, completou.

O “campo deles”, aliás, foi o melhor estádio em que Lampard atuou. “É um estádio um pouco ultrapassado por trás dos panos, mas tem uma mágica incrível e a mágica o atinge assim que você entra em campo. O amplo espaço, o clima, o sentimento de que você quase consegue sentir Ronaldo, Cruyff, Rivaldo. Em 2004/05, jogamos contra eles, e Ronaldinho e Eto’o jogaram como eu nunca tinha visto. A velocidade do jogo deles abriu meus olhos e aquele estádio continuou a ser (especial) ao longo da minha carreira”, disse.

O gol mais bonito que marcou, porém, foi no Stamford Bridge, contra o Bayern de Munique, em 2005, quando dominou no peito, girou e emendou de esquerda, sem deixar a bola cair, além de Oliver Kahn. “Foi o segundo gol que fiz naquele jogo. Fiz alguns gols na minha carreira, mas acho que, tecnicamente, à medida em que fui ficando mais velho, eu me lembro daquele. É o gol que eu provavelmente não conseguiria fazer novamente, especialmente na minha idade agora”, afirmou.

Por fim, destacou o quanto foi importante ter conquistado a Champions League pelo Chelsea, naquela emocionante final de 2011/12, quando Drogba empatou nos minutos finais e os londrinos ficaram com o título nos pênaltis, contra o Bayern de Munique, na Allianz Arena.

“Tive muitos altos e baixos. Tentamos e lutamos para chegar às finais, perdemos uma (2008) e a culminação de tudo foi vencer em Munique e naquelas circunstâncias – como zebras, no estádio deles. A trajetória que percorremos para chegar lá foi maluca, coisa de cinema”.

“Quando perguntam sobre minha carreira, não consigo não lembrar aquele momento como o que se destaca. É o que é a Champions League. Se tivesse terminado minha carreira sem ela no currículo, eu certamente teria me sentido incompleto e acho que o clube estaria incompleto. Vencer a Champions League pelo Chelsea, o primeiro clube londrino a fazê-lo, é algo do qual temos muito orgulho”, encerrou.

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