Lampard inspira-se em Liverpool e City, mas adverte: “Temos que fazer do nosso jeito, não podemos tentar copiar”

Como é o caso de qualquer equipe atual do futebol europeu, o Chelsea tem sido prejudicado pela suspensão forçada de suas atividades devido à crise do Coronavírus, e nem estamos falando de finanças. Para um trabalho que vive apenas sua primeira temporada, o contato constante, as repetições e os treinos são essenciais para o progresso. Frank Lampard, em entrevista à Sky Sports, reconheceu isso, mas segue confiante de que o clube caminha na direção certa e que poderá ter, em alguns anos, condições de competir com os principais times da Inglaterra, hoje Manchester City e Liverpool.

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Lampard retornou ao Stamford Bridge, agora como treinador, em um momento complicado para o clube. Impossibilitado de contratar, os Blues tiveram que, por força das circunstâncias, fazer algo que não tem sido parte de sua identidade na era Abramovich: apostar na garotada.

Lampard deu oportunidade a nomes como Fikayo Tomori, Tammy Abraham e Mason Mount. Ao decorrer da campanha, outros começaram a ganhar espaço e demonstrar grande potencial, como Reece James e Billy Gilmour. Uma base parece começar a se formar, mas o técnico não tem pressa. Para ele, é preciso respeitar as etapas.

“Não quero queimar a largada, porque o que Liverpool e Manchester City fizeram foi claro. Eu seria um tolo de sugerir que podemos diminuir a distância rapidamente, porque houve muito trabalho duro nesses clubes em termos de recrutamento de jogadores de alto nível, de grandes membros da comissão técnica”, avaliou.

Lampard defende que o Chelsea siga o exemplo de Reds e Cityzens no caráter paulatino de seu progresso, mas acredita que o clube deve encontrar a sua própria maneira de fazer as coisas: “Precisamos ser parte desse processo. Temos que fazer do nosso jeito, não podemos tentar copiar. Tivemos jogadores mais experientes no elenco neste ano para ajudar os jovens, mas sabemos que há algumas áreas no plantel (a melhorar). Parte disso (da construção da equipe) é o que já temos agora, e outra parte é como podemos buscar recrutar jogadores”.

O treinador admite que planejar o elenco ficou mais difícil com a crise do Coronavírus. A pausa no futebol, no entanto, lhe permitiu enxergar à distância o trabalho que tem sido feito, e o ídolo dos Blues está confiante com o que tem visto.

“O que está acontecendo no mundo dificultou muito planejar nesta frente. Mas indo para esta pausa, eu certamente senti que estávamos indo na direção certa. E, com o progresso contínuo, o trabalho no centro de treinamento, além de potencialmente trazer alguns jogadores para posições-chave que nos ajudem a diminuir essa distância, sim, acredito muito que podemos desafiar (Liverpool e Manchester City).”

Com um elenco que mescla atletas experientes e novatos, buscando firmar seu estilo de jogo e ainda no começo de sua carreira como treinador, Lampard viveu altos e baixos nesta temporada. Os altos, sobretudo na primeira parte da temporada, empolgaram, com Mount e Abraham virando queridinhos da torcida e da imprensa local, mas a inconstância que se seguiu colocou a cabeça de volta no lugar.

O objetivo mais urgente é buscar consistência. Por sorte, todos os outros concorrentes do Chelsea a uma vaga na Champions League também vivem um ano de sobe e desce, o que permite aos londrinos ocuparem a quarta colocação a nove rodadas do fim da Premier League.