Um dos jogos mais marcantes da Euro 2016 aconteceu em Nice. A virada da Islândia sobre a Inglaterra nas oitavas de final possui um valor simbólico imenso. Marcou o ápice da seleção nórdica, enquanto certamente figura entre os (tantos) vexames dos ingleses em nível internacional. Pois o discurso do técnico Lars Lagerbäck foi simples para motivar os seus jogadores. E com uma verdade inconveniente, ao menos para os britânicos. O comandante insistiu que os Three Lions são superestimados. Aumentou a confiança de seu elenco e colheu os frutos com uma vitória histórica na primeira participação do país em torneios internacional.

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O episódio foi contado nesta semana, pelo veterano Eidur Gudjohnsen, um dos membros da Islândia na Euro: “Foi algo que o Lars Lagerbäck apontou, que nós iríamos jogar contra a seleção nacional mais superestimada de todas. E, olhando para trás, isso é mesmo verdade. Sempre há muita pressão para que a Inglaterra vá bem em uma grande competição e eles não conseguem isso faz tempo. Mas fomos mais resilientes e demonstramos um grande espírito de equipe para conquistar aquela vitória”. Diminuir o adversário não é incomum nas preleções, mas dificilmente isto vem a público.

Vale lembrar que a Inglaterra não disputa as semifinais da Copa do Mundo desde 1990, enquanto na Eurocopa possui uma mísera vitória em jogos eliminatórios em todas as suas nove participações na etapa final do torneio. Número igualado pelos islandeses logo em sua primeira edição. Os ingleses podem contar com seus talentos individuais, mas não triunfam coletivamente desde 1966. Apesar disso, continuam muitas vezes incluídos nos bolos de favoritos – quase sempre, para decepcionar.

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