Matías Kranevitter chegou à Europa em janeiro de 2016. Era uma grande promessa no futebol argentino, jogador importante do time de Marcelo Gallardo que havia ganhado a Libertadores. Foi contratado pelo Atlético de Madrid de Diego Simeone e ficou mais alguns meses no clube que o formou para disputar o Mundial. Desde então, porém, encontrou dificuldades para se firmar, não apenas nos colchoneros, e agora trocou novamente de continente em busca de retomar a carreira junto aos argentinos do Monterrey.

O volante de 26 anos, presente na Copa América Centenario em 2016, mal teve oportunidades com Simeone. Chegou no meio da temporada e fez apenas 11 jogos, cinco como titular, e logo em seguida foi emprestado ao Sevilla, pelo qual também passou mais tempo no banco de reservas do que em campo. Quando retornou, em meados de 2017, foi repassado ao Zenit, por € 8 milhões, recuperando o investimento que o Atleti havia feito.

O começo na Rússia foi relativamente promissor, participando de 21 das 30 rodadas do Campeonato Russo, 15 vezes desde o início, e de todos os jogos da campanha do Zenit rumo às oitavas de final da Liga Europa. Mas sua participação decaiu com a chegada de concorrência, como Claudio Marchisio e Wilmar Barrios. No último um ano e meio, foi praticamente excluído da liga nacional e, no total, somou apenas 1.021 minutos em campo, o que dá um pouco mais do que 11 jogos completos.

No fim da semana passada, o Zenit havia anunciado em seu site oficial a rescisão do contrato de Kranevitter e, nesta segunda-feira, ele foi apresentado pelo Monterrey. “Sei o que é  Monterrey e o que representa para o México e toda a América. Faz tempo que vinha pensando nisso. Venho ao campeão do México e estou muito contente de estar aqui. Tenho companheiros que me falaram bem do clube e tenho que aproveitar esta oportunidade”, disse.

Companheiros realmente não faltam. O Monterrey tem uma forte colônia argentina, incluíndo ex-companheiros de River Plate como Marcelo Barovero e Leonel Vangioni, além de José Basanta, Nicolás Sánchez, Maxi Meza e Rogelio Funes Mori. Darão a Kranevitter apoio para recuperar o ritmo de jogo, se adaptar a um novo futebol e tentar cumprir o que lhe restou da sua promessa.