A ideia de Laurent Koscielny, 33 anos, sempre foi aposentar-se da seleção francesa depois da Copa do Mundo da Rússia. Não a ter disputado por causa de uma lesão no tendão de Aquiles que o afasta da bola desde o último mês de maio, não mudou seus planos. Neste domingo, em entrevista ao Canal+, o zagueiro do Arsenal confirmou que nunca mais vestirá a camisa azul da atual campeã do mundo.

“Acho que dei tudo que tinha para a seleção francesa. Para mim, a lesão não mudou nada. Os Blues acabaram (para ele). Continuarei sendo torcedor do time francês, mas a certeza é que nunca mais colocarei a camisa azul”, afirmou.

Koscielny, porém, está insatisfeito com a maneira como foi tratado depois que se machucou, e as críticas não são direcionadas apenas ao técnico Didier Deschamps. “Parece uma pancada na nuca”, afirmou. “Quando você está em grande forma, tem vários amigos. Quando está machucado…., depois de um tempo você é esquecido. Deschamps me ligou uma vez, no meu aniversário, em setembro. E nunca mais. Muitas pessoas me decepcionaram. Não apenas o treinador”.

Foi difícil para Koscielny lidar com a lesão que o tirou da Copa do Mundo. Foi ainda mais duro quando a seleção francesa levantou a taça “A lesão foi uma coisa, a vitória na Copa do Mundo foi outra. Acho que a vitória certamente me machucou mais psicologicamente do que a lesão”, admitiu.

Koscielny estreou na seleção francesa em 2011 e fez sua última partida em março de 2018, contra a Rússia. Foram 51 partidas e apenas um gol, contra a Escócia, em 2016.