O futebol da Concacaf terá seu principal clássico nesta sexta-feira. México e Estados Unidos enfrentam-se pelo hexagonal das Eliminatórias da região para a próxima Copa do Mundo. A partida chega no começo da campanha e, segundo o técnico americano Jurgen Klinsmann, representa uma oportunidade para que seus jogadores possam provar um ponto: de que estão mais próximos do nível técnico do futebol mexicano.

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Depois da Copa do Mundo, os EUA tiveram um ano difícil em 2015, com apenas o quarto lugar da Copa Ouro, mas o time recuperou-se com uma boa campanha na Copa América do Centenário. Agora, logo na primeira rodada da fase decisiva das eliminatórias, tem um grande desafio pela frente.

“Acho que os jogadores estão realmente muito animados com a oportunidade. Estão ansiosos para irem a campo e provar um ponto. O México é um país tão grande no futebol que alguns americanos, jogadores e torcedores, pensam que ainda não estamos nesse nível. Eles têm mais história e mais jogadores em grandes times ao redor do mundo. Têm mais cultura no jogo do que nós. Cada jogo contra eles, temos um ponto a provar. E acho que isso é uma coisa legal. Meus jogadores sabem como o jogo é grande. Eles sabem que todos estarão assistindo. É um grande evento, uma ocasião especial, principalmente nas Eliminatórias da Copa do Mundo. É o momento que todos os americanos esperam”, disse, em entrevista ao site da Fifa.

Se dependesse de Klinsmann, no entanto, essa partida poderia ter sido marcada mais para frente no hexagonal da Eliminatória da Concacaf. Até porque, a segunda rodada já é contra a Costa Rica, outro difícil duelo da competição. “Se dependesse de nós, teríamos mudado um pouco o calendário. Mas não controlamos isso e estamos felizes em lidar com as coisas que aparecem. Para mim, é realmente tranquilo começar logo com o México e, alguns dias depois, pegar a Costa Rica fora de casa. Enfrentaremos muito rápido nosso maior rival e nosso segundo maior rival. Mas vou dizer para você: eles terão que fazer a mesma coisa”, afirmou.

Como já se tornou habitual, os EUA enfrentarão o México na fria Columbus, em Ohio, onde a equipe americana venceu os últimos quatro clássicos pelas Eliminatórias. “Este lugar é muito importante para nós. É um estádio menor, onde temos 90 a 95% de torcedores nos apoiando. Nos estádios maiores dos EUA, nem sempre isso acontece. Você acaba tendo mais mexicanos que americanos. Isso é normal, e entendo perfeitamente. Mas, em Columbus, é diferente. Há uma aura que foi construída aqui ao longo dos anos. Vencemos tantas vezes, e por aquele placar de 2 a 0, que você tem a sensação de que há algo mágico neste lugar. Uma boa sensação, para jogadores, torcedores e para a cidade de Columbus. Contra o México, há a sensação de que esta é nossa verdadeira casa”, encerrou.