A edição de aniversário da revista ESPN chega às bancas a partir desta terça-feira. Na capa, uma entrevista feita com Garrincha um ano e meio antes de sua morte e nunca publicada no Brasil. Fizemos ainda um perfil de Roberto Carlos como dirigente do Anzhi e a sua rotina entre Madri, Moscou e Makhachkala, abordamos os 40 anos de Fórmula 1 no país
e apresentamos o astro da NBA, LeBron James, em quadrinhos produzidos pela Marvel. Como entrevistado do mês, conversei com o atacante do Grêmio, Kleber Gladiador. Ele falou sobre tudo em seis páginas. A vida em Porto Alegre, Palmeiras, Felipão, Twitter, perseguição de árbitros, Leandro Vuaden, Balotelli, Corinthians no Mundial e o arrependimento de não ter nascido em outra época. Abaixo, publico alguns trechos que não entraram na revista.

A imprensa gaúcha fala em falta de gols da sua parte no Grêmio. Você vê assim também?

Ah, eu vejo um pouco diferente. Eu joguei no Cruzeiro, fiz bastante gols e minha função era meio diferente da função que faço hoje. Aqui, realmente… Eu até prefiro jogar da forma como eu jogo aqui. Acho que eu participo mais, não sou um jogador que consegue ficar na frente, preciso tocar na bola, preciso pegar na bola. A maioria dos pênaltis… Contra o Coritiba, na Sul-Americana, foi comigo, contra o Bahia, em casa, foi em mim. Sempre tem faltas próximas, o nosso time tem um bom aproveitamento de bola parada. Então, isso é grupo, né? Por mais que você não faça gols, ajuda de alguma forma. Por mais… Eu tive uma lesão séria, alguns jogos eu fiquei de fora por outros motivos também, mesmo assim sou o vice-artilheiro do time na temporada. Então, eu acho que o ano está sendo muito bom. Infelizmente, tive essa lesão que eu acho que atrapalhou um pouco, mas eu tenho certeza que o ano que vem vai ser melhor ainda.

Nesse momento de crítica, você acredita que, se não tivesse surgido a proposta do Flamengo, ainda estaria no Palmeiras?

Não, não. Não acho que aquilo ali atrapalhou. Pelo contrário. Acho que aquilo ali me valorizou, me mostrou o quanto eu estava bem no Palmeiras e aí um clube como o Flamengo ter interesse, é para realmente o jogador ser valorizado. Na época, eu senti que não tive a valorização que deveria ter. Não só financeira, mas de tratamento até. Fui procurar os caras para conversar, o Tirone, o Frizzo, e eles nem ligaram, não deram bola. Então, tratamento que eu tive assim… Acho que teve muita falta de respeito em alguns momentos, muita falta de consideração assim. Talvez se fosse o Belluzzo o presidente, o presidente que me levou, o tratamento fosse outro, a consideração maior.

A política pode ter influenciado em sua saída do Palestra Itália, então?

Ah, pode ser que a política tenha atrapalhado um pouco. Não posso dizer 100% que atrapalhou, mas pode ser que sim. A política no Palmeiras é bem complicada.

O Grêmio está atrás de reforços para o ano que vem. Deve trazer no mínimo cinco nomes. Você indicaria o Valdívia?

Falei algumas vezes com ele. Agora ele se machucou e, nesse tempo todo em São Paulo, acabamos não conversando mais. Mas a qualidade do futebol do Valdívia pouquíssimos jogadores têm. Agora teve muito problema no Palmeiras. Problema de lesão e no clube. Pela qualidade que tem, a direção (do Grêmio) poderia procurá-lo.

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