Enquanto a Alemanha conquistava o tetracampeonato mundial em 2014, poucos conheciam Joshua Kimmich. O jovem ainda buscava se firmar no RB Leipzig, após ser contratado da base do Stuttgart. Fazia suas primeiras aparições nas seleções de base e ajudava os Touros Vermelhos a subirem à segunda divisão. Menos de quatro anos depois, é impressionante a revolução que sofreu a carreira do jovem. E aos 22 anos, o maior reconhecimento de sua excelente fase aconteceu nesta sexta-feira. O lateral foi eleito o melhor jogador da seleção alemã em 2017, em votação popular realizada pela federação local.

A transformação de Kimmich passa necessariamente pelo Bayern de Munique. A promessa desembarcou na Allianz Arena em 2015, aos 20 anos, como um multifacetado meio-campista. Acabou aproveitando a oportunidade de trabalhar com Pep Guardiola, que ajudou o novato a aprimorar suas qualidades. De um jogador mais ofensivo em Leipzig, o alemão passou a ser mais exigido defensivamente, jogando diversas vezes como zagueiro. Passou a unir regularidade, capacidade na saída de bola e solidez na marcação. Virou um atleta completo como poucos, e evoluindo a cada temporada.

Com Carlo Ancelotti, Kimmich voltou ao meio-campo mais frequentemente e passou a explorar muito bem suas aparições no ataque, acumulando gols. Enquanto isso, simultaneamente, Joachim Löw lapidava o verdadeiro salto ao jovem. Entre tantas adaptações, encontrou o lateral direito perfeito para ocupar a lacuna deixada por Philipp Lahm. O coringa tomou conta da posição e fez uma excelente Eurocopa em 2016. E quando a aposentadoria do capitão se consumou, o Bayern de Munique já tinha o herdeiro perfeito. Um jogador inteligente, versátil e cirúrgico como o velho ídolo. Capaz de suprir as demandas, logo se colocando entre os melhores do mundo na posição.

A temporada de Kimmich na Baviera é excepcional. Já exibia ótima forma como Ancelotti e a manteve com o retorno de Jupp Heynckes. Eficiência é a palavra-chave para definir o desempenho do jovem nos últimos meses. Já na seleção, se confirmou como peça essencial na engrenagem de Löw. Foi uma das referências do time na conquista da Copa das Confederações e voou na reta final das Eliminatórias, terminando a campanha com dez assistências em dez rodadas, além de dois gols. Sua escolha como melhor do ano é mais do que compreensível, apesar do destaque de Julian Draxler na Copa das Confederações. O lateral recebeu 43,5% dos votos.

Dentre as certezas do Nationalelf rumo à Copa de 2018, Kimmich talvez seja a maior. Não possui grandes concorrentes em sua posição, sobra por suas últimas atuações e sequer enfrenta problemas de lesão. O lateral atuou durante os 90 minutos nas últimas 24 partidas da seleção, superando a melhor marca de Franz Beckenbauer e mirando o recorde absoluto, que pertence a Berti Vogts. Número que demonstra, de outra maneira, a regularidade do defensor. A confiança em seu potencial é enorme. E sob expectativas de que sua longevidade equipe nacional possa se prolongar por mais de uma década.


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