Keisuke Honda acabará se tornando um dos grandes símbolos do declínio do Milan. Conceder a camisa 10 rossonera ao meia não foi das decisões mais sábias. Ele vinha respaldado do CSKA Moscou e atravessava excelente momento com a seleção japonesa às vésperas da Copa de 2014, mas nunca ofereceu muito em Milanello. Depois de três temporadas e meia no clube, mal entrando em campo nos últimos meses, era hora de procurar um novo rumo à carreira. A transferência ao Pachuca mais parecia um daqueles negócios malucos dos games. Mas vai dando certo. E, se destacando no México, o nipônico anotou um senhor golaço nesta quarta.

Honda não se tornou diretamente titular no Pachuca, vale dizer. Desde meados de outubro, ganhou a posição no 11 inicial do técnico Diego Alonso. E vai atravessando sua melhor fase desde que chegou à América: são quatro gols nos últimos quatro jogos. Três deles no Apertura, no qual os Tuzos não tem mais chance de classificação aos playoffs. Já nesta quarta, o serviço foi prestado pela Copa MX, na goleada por 4 a 0 sobre o Tijuana, colocando seu time nas semifinais. Dá para reclamar da maneira frouxa como os jogadores dos Xolos acompanharam o japonês no terceiro tento. Mas não se pode menosprezar o que fez o veterano, dominando no círculo central e passando por quatro marcadores, com um drible belíssimo sobre o mexicano Juan Carlos Valenzuela, antes de encobrir o goleiro Gibrán Lajud.

Neste momento, o foco do Pachuca é um só: se preparar ao Mundial de Clubes, após conquistar a Concachampions no meio do ano. Os Tuzos não terão um caminho fácil, enfrentando o Wydad Casablanca, e o vencedor se cruzará o representante da Libertadores no torneio – Grêmio ou Lanús. Além disso, os mexicanos ainda perderam alguns jogadores, em especial o prodígio Hirving Lozano, já causando impacto no PSV. Mas a boa forma de Honda é a esperança de que o time, com mais tarimba internacional, possa quebrar o trauma de seu país no torneio da Fifa.


Os comentários estão desativados.