Tokyo Verdy. JEF United. Jubilo Iwata. Gamba Osaka. Urawa Red Diamonds (este, inclusive, no ano passado). O Japão já estava credenciado havia algum tempo como um dos países mais tradicionais, na quantidade de títulos da Liga dos Campeões da Ásia. Pois bem: neste sábado, mais um campeão se uniu a estes cinco. O Kashima Antlers segurou o Persepolis, no jogo de volta da final da Champions League asiática, mantendo o empate em 0 a 0 e garantindo seu primeiro título continental – de quebra, voltará ao Mundial de Clubes, após ter sido finalista em 2016.

No jogo de ida, em Kashima, o time dos antílopes já garantira boa vantagem, fazendo 2 a 0 – com dois brasileiros, Hugo Leonardo e Serginho. Mas teria de suportar um estádio Azadi absolutamente lotado em Teerã, com os torcedores tentando empurrar o Persepolis para reverter a vantagem e, quem sabe, conquistar o primeiro título asiático de um clube iraniano desde 1992/93.

O Persepolis pressionou. Teve mais posse de bola durante o jogo. Com o atacante nigeriano Godwin Mensha, buscou bastante as jogadas aéreas. Mas o Kashima Antlers manteve sua defesa bem compactada. Quando necessário, teve confiança no zagueiro Gen Shoji (que esteve na Copa do Mundo passada, pelo Japão) e no goleiro sul-coreano Kwoun Sun-tae. Certo, o ataque deixou o goleiro Alireza Beiranvand quase sem ação. Mas a defesa foi firme para manter o Kashima relativamente seguro – e para possibilitar a festa que começou logo no apito final. E que continuará, certamente, para saudar o sexto clube japonês a ser campeão asiático.


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