Sem gol qualificado, o empate em 0 a 0 no Estádio Frei Epifânio, no jogo de ida, significava que qualquer vencedor no duelo entre Juventude e Imperatriz, nesta segunda-feira, no Alfredo Jaconi, garantiria a última vaga de acesso à Série B de 2020. Renato Cajá então tomou o protagonismo para si, arquitetando a goleada por 4 a 0 do clube gaúcho sobre os maranhenses.

O Imperatriz esteve longe de qualquer semelhança com o futebol que o trouxe ao mata-mata da Série C. Os jogadores estavam nervosos, a zaga, desatenta, e o Juventude se aproveitou disso para passar o trator em poucos minutos de jogo. O experiente meia Renato Cajá, hoje com 34 anos, descobriu que, mesmo tão avançado na carreira, ainda poderia escrever um de seus mais marcantes capítulos individuais nessa trajetória. Do outro lado da noite brilhante do camisa 10 esteve a atuação para se esquecer do goleiro Jean, do Imperatriz.

Torcida pressentia noite especial no Alfredo Jaconi

De ângulo improvável, mais favorável a uma bola levantada, Cajá bateu falta com força, viu a bola passar por toda a defesa maranhense e também por Jean, balançando as redes ainda aos três minutos de jogo.

Aos 17 minutos, Cajá viu Jean muito mal posicionado e bateu de longe, com potência. A bola não pegou tanta altura ou curva, mas o canto direito do gol do Imperatriz estava aberto para o camisa 10 fazer 2 a 0.

O Cavalo de Aço, que já havia entrado nervoso para o duelo, se desestabilizou ainda mais com os gols rápidos dos donos da casa. Um minuto depois do segundo, o Juventude foi atrás do terceiro para, cedo assim, matar a partida: em vacilo da zaga do Imperatriz, Dalberto tocou para Carlos Henrique, que só empurrou para o gol e fez 3 a 0.

Ainda que tenha tido o melhor ataque da primeira fase da Série C, o Imperatriz não conseguiu mostrar poder de fogo nesta noite quente do Alfredo Jaconi. Pelo contrário, quem voltou às redes no segundo tempo foi o Juventude – e mais uma vez com Renato Cajá.

O Ju controlou o ritmo da partida na segunda etapa e administrou o resultado, mas a noite do camisa 10 era inspirada, e ele não estava deixando as chances de gol passarem. Aos 16 da etapa complementar, o meia tabelou na intermediária antes de deixar Bruno Alves em boa posição para marcar. A finalização foi bloqueada pela defesa, mas o próprio Cajá apareceu para finalizar duas vezes antes de bater o goleiro Jean: 4 a 0 no placar.

Seu serviço já estava feito, então Renato Cajá foi substituído ainda aos 23 minutos do segundo tempo, dando uma longa volta paralela às linhas, cumprimentando a torcida e sendo abraçado pelos companheiros.

Festa após o apito final 

Tendo jogado pelo Juventude em 2007, esta é a segunda passagem do camisa 10 pela equipe. Sem atuar desde setembro de 2018, ano em que disputou a Série B pelo Goiás, foi contratadohá apenas três meses como aposta, depois de um tratamento de uma tendinite no joelho esquerdo. Nesta noite, correspondeu em grande estilo.

Com a goleada, o Juventude garantiu sua volta à Série B, de onde fora rebaixado no ano passado. Mas a luta ainda segue: o objetivo é o título da Série C. Para tanto, terá que, primeiro, passar pelo Náutico, que vem embalado de um triunfo contra o rival Santa Cruz e uma classificação suada diante do Paysandu.

Estas são as semifinais da Série C 2020:

Juventude x Náutico
Confiança x Sampaio Corrêa