Tal qual foi a temporada passada, o Monaco vive um começo de campanha na Ligue 1 atormentado pelo fantasma do rebaixamento. Os monegascos terminaram a rodada anterior na zona da degola, sem vitórias após seis rodadas. Entretanto, a equipe do principado ergueu seu ânimo justamente no Dérbi da Côte d’Azur. Dentro do Estádio Louis II, os alvirrubros derrotaram o Nice por 3 a 1 e respiraram um pouco. Valeram-se dos bons talentos à sua disposição, em especial Aleksandr Golovin.

Olhando no papel, o Monaco não possui um elenco para estar em situação tão claudicante. Leonardo Jardim sofreu com as lesões nos últimos tempos, mas possui alguns nomes experientes e viveu um mercado de transferências movimentado. De qualquer maneira, o investimento não foi suficiente para alavancar o rendimento de imediato. Os alvirrubros vinham de três empates e três derrotas em seis rodadas. Nesta terça, desafiariam o rival Nice – que, se vencesse, tinha a chance de se igualar ao Paris Saint-Germain no topo da tabela.

O primeiro gol do Monaco foi uma pintura. Golovin recebeu na área, deu um corte rápido no marcador e soltou a bomba de canhota, na gaveta. O Nice até empatou no início do segundo tempo, em outro míssil, de Patrick Burner. Porém, Golovin sairia ao resgate aos 28. O russo recebeu um passe espetacular de Islam Slimani, que passou entre três adversários. Então, o protagonista da noite só precisou encobrir o goleiro Walter Benítez. Por fim, Wissam Ben Yedder, que saíra do banco, encerrou a festa monegasca. Dominou a enfiada de Golovin e deslocou o goleiro.

O Monaco ainda sente o calor da fogueira. Ocupa o 17° lugar, podendo ser ultrapassado por Saint-Étienne e Metz, o que o recolocaria na zona de rebaixamento. A boa vitória no clássico, ao menos, serve de alento àquilo que pode melhorar. Há tempo para arrancar e almejar a Champions, a seis pontos de distância. Este é o objetivo do Nice, atual quarto colocado, mas que deve perder posições na sequência da rodada.

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