Luka Jovic foi um dos grandes destaques do futebol europeu na última temporada. Com a camisa do Eintracht Frankfurt, marcou 17 gols na Bundesliga e 10 na Liga Europa, suficientes para que o Real Madrid abrisse o cofre para comprá-lo por € 60 milhões. Está, no entanto, longe do seu melhor desde que chegou à Espanha e, a seu favor, pelo menos está perfeitamente ciente disso.

Em entrevista ao canal de YouTube sérvio Sport Afternoon, reproduzida pelo Marca e pelo AS, o jogador de 22 anos afirmou que não se incomoda com as críticas, mas que sente a pressão de ter sido uma contratação tão cara e que naturalmente está decepcionado com sua temporada. Até agora, Jovic tem 21 jogos pelo Real Madrid, oito como titular e meros 748 minutos em campo. E um único gol, contra o Leganés, pelo Campeonato Espanhol.

“Acho que há uma corrente negativa em meu país quando se fala do meu futebol no Real Madrid, mas estou convencido de que me darei bem e demonstrarei que estou no Real Madrid porque tenho qualidade”, disse. “Serei sincero: às vezes no YouTube vejo vídeos meus do ano passado e me pergunto ‘o que está acontecendo?’. Mas todos sabemos que o Real Madrid é um grande clube e que, para os jogadores com experiência, é muito difícil se acostumar. Muito mais para um jovem de 21 anos pelo qual pagaram € 60 milhões. A pressão é muito grande. Espero que a situação mude”.

O tamanho do pulo para Jovic pode ser ilustrado pelo fato de que, quando recebeu a ligação do seu empresário sobre o interesse do Real Madrid, ele nem acreditou. “Ele me liga e diz que o Real Madrid me quer. Eu digo: ‘não me provoque’. Mas ele me disse que era verdade, e que havia uma proposta e que eu tinha que pensar bem. E eu, claro, disse que sim, e não acredito que tenha sido um erro. Porque o maior clube do mundo liga apenas uma vez”, afirmou.

Mas nem tudo tem sido ruim na experiência de Jovic na Espanha. Ele, por exemplo, gosta de poder acordar mais tarde. “O mais importante aqui é que para treinar não preciso me levantar tão cedo, e isso me ajuda. Sempre tive insônia e problemas para dormir e isso me ajuda um pouco, não é tanto um problema aqui. Eu levanto, tomo café da manhã e vou treinar. O treino é mais suave que na Alemanha, e gosto disso também. Logo depois da sessão, pode continuar treinando em campo ou fazer massagem. E geralmente temos a tarde livre”, encerrou.