A gastança do Manchester City em reforços era uma certeza nesta pré-temporada. Não bastasse a impulsão dos xeiques em torrar milhões em jogadores, a campanha abaixo do potencial na Premier League fazia o elenco urgir por reforços. Sobretudo no ataque, que já sentia falta de Mario Balotelli desde janeiro e ainda perdeu Carlos Tevez para a Juventus. E, depois de assinar com Álvaro Negredo, os Citizens confirmaram a contratação daquele que será o grande acréscimo em seu setor ofensivo: Stevan Jovetic.

Cobiçado também pela Juventus, Jovetic não será tão caro aos cofres do City, se comparado a outras transferências do clube. Avaliado em € 28 milhões de euros pelo site Transfermarkt, o montenegrino custou aos ingleses € 26,4 milhões. Mais barato que Sergio Agüero, Robinho, Edin Dzeko, Mario Balotelli, Emmanuel Adebayor e Carlos Tevez, todos levados ao Estádio Etihad nos últimos anos. Além disso, apenas € 1 milhão mais caro que Jô, considerado uma das maiores frustrações do clube no mercado de transferências.

Por seu potencial e por sua experiência, Jovetic sai por um preço razoável. O atacante completará 24 anos em novembro, mas já é titular em equipes profissionais desde os 18. Depois de estourar no Partizan Belgrado, foi levado a peso de ouro pela Fiorentina e não decepcionou os italianos. Nas últimas duas temporadas da Serie A, foi o artilheiro da Viola, com 14 e 13 gols, respectivamente. Além disso, atua pela seleção de Montenegro desde os 17 anos, somando 27 partidas internacionais.

Pelas características de jogo, Jovetic se mostra ainda mais uma escolha valiosa do Manchester City. Especialmente por dar uma possibilidade que Álvaro Negredo e Edin Dzeko não proporcionam: o camisa 35 é polivalente, pode ser escalado em diferentes posições do ataque. A princípio, é o segundo atacante, mas que também pode ser deslocado para as pontas e quebrar um galho como centroavante.

Pensando em seu último trabalho no Málaga, guardadas as devidas proporções, Manuel Pellegrini poderia novamente montar um ataque de muita mobilidade. Uma dupla entre Jovetic e Sergio Agüero seria promissora pela capacidade técnica e o poder de finalização. Difícil mesmo será combinar tantas opções ofensivas dentro do 4-2-3-1, com David Silva, Jesus Navas, Álvaro Negredo, Samir Nasri e Edin Dzeko entre os outros medalhões disponíveis.

Com tantas peças à disposição, Pellegrini pode se gabar de contar com o melhor ataque da Premier League, ao menos no papel. Basta saber fazê-lo render, algo que Roberto Mancini demonstrou extrema dificuldade na temporada passada. De 93 gols marcados em 2011/12, os Citizens despencaram para 66 em 2012/13, uma redução de 30%. A impressão que se tinha é que os gols só saíam pela insistência dos jogadores, não por um sistema de jogo que os possibilitasse. Essa, talvez, seja a principal missão do novo técnico do City. E, com Jovetic disponível, seu trabalho fica bastante facilitado.