O Southampton anunciou nesta quinta-feira (9) que seus jogadores, assim como a comissão técnica e os diretores, aceitaram uma redução salarial de 10% até o fim de junho como forma de ajudar o clube no momento financeiro difícil devido à crise do Coronavírus. Eles são os primeiros a aceitar o corte na Premier League. Com isso, os Saints poderão pagar 100% dos salários de funcionários não-jogadores nos próximos três meses.

Em comunicado publicado em seu site oficial, o Southampton reforçou que não utilizará o esquema criado pelo governo britânico, que se ofereceu para pagar 80% dos vencimentos dos empregados formais e informais para ajudar pequenas e médias empresas a sobreviverem à crise.

“Nossos proprietários, o Sr. Gao e Katharina Liebherr, implementaram medidas para garantir que todos os funcionários que não terão parte de seus salários reduzida continuem a receber 100% do pagamento, normalmente, até 30 de junho. Qualquer decisão sobre o futuro depois desta data será feita antecipadamente, mas apenas quando tivermos mais informações”, dizia parte do comunicado.

Com isso, o Southampton se torna o primeiro clube da Premier League cujos jogadores aceitaram reduzir seu salário. Vale apontar, no entanto, que o elenco do Manchester United, liderado pelo capitão Harry Maguire, fez uma doação de 30% de um mês de seu salário diretamente ao NHS, o sistema nacional de saúde do Reino Unido.

O Wolverhampton é outro clube cujo elenco se movimentou para contribuir para a luta contra o Coronavírus. Jogadores e comissão técnica levantaram uma quantia de seis dígitos a ser doada para os hospitais públicos da cidade de Wolverhampton.

Jogadores da Premier League vêm sido visados por políticos do país para que aceitem um acordo de redução de salário neste momento financeiro crítico. Em resposta às demandas, o sindicato de jogadores profissionais do país disse que eles aceitam comprometer parte de seus vencimentos, contanto que seus clubes comprovem que não podem arcar com os salários de seus funcionários de base, como roupeiros, cozinheiros, empregados de limpeza e outros. Por ora, não houve acordo.

Enquanto isso, em uma ação liderada, entre outros, por Jordan Henderson, capitães dos 20 times da Premier League se uniram para criar um fundo de ajuda ao NHS, com expectativa de angariar mais de £ 4 milhões. Além de Henderson (Liverpool), Maguire (Manchester United), Troy Deeney (Watford) e Mark Noble (West Ham) têm gerido o fundo.