Jogadores da seleção alemã fazem vaquinha e doam €2,5 milhões para ajudar na luta contra o covid-19

A solidariedade tem sido uma marca do futebol alemão nos últimos dias. Federação, clubes e torcedores anunciam medidas para apoiar a população em meio à pandemia do coronavírus, assim como para absorver a crise econômica que os times menores sofrerão. Já nesta quarta-feira, os jogadores da seleção anunciaram um grande gesto. Diferentes nomes da Mannschaft se uniram para doar €2,5 milhões a organizações de saúde que estão tratando os pacientes e buscando soluções à situação emergencial.

Através de uma live nas redes sociais, diversos jogadores da equipe nacional revelaram sua “vaquinha”. Nomes como Manuel Neuer, Marco Reus, Toni Kroos, e Ilkay Gündogan lideraram a iniciativa. “Em momentos como este, temos que cuidar uns dos outros. Também nos juntamos para pensar e decidimos doar €2,5 milhões para boas causas”, declarou Neuer, capitão do Nationalelf. Outros jogadores engrossaram o coro, para que os suprimentos permaneçam disponíveis no país.

Segundo Oliver Bierhoff, diretor de seleções, a ideia veio de uma reunião envolvendo os jogadores mais rodados do elenco. Então, os demais convocáveis da Mannschaft não demoraram a responder e a apoiar. “Isso mostra que essa equipe está unida e os jogadores estão cientes de sua posição como exemplos”, declarou o veterano. A federação aproveitou a ocasião para reafirmar seu compromisso em apoiar também os clubes médios e pequenos, “financeiramente e estruturalmente”.

Já o técnico Joachim Löw preferiu uma análise mais filosófica do momento: “Os últimos dias me afetaram bastante e me fizeram pensar. Parece que o mundo está contra-atacando as pessoas, que pensam que sabem tudo e que podem fazer de tudo. Estamos viajando em velocidade e potência máximas. Lucros e recordes eram as coisas mais importantes. Catástrofes ambientais na Austrália e em outros lugares mal nos abalaram. Mas agora estamos experimentando algo que afeta o mundo todo e nos lembra o que realmente conta: amigos, família e respeito”.

Bierhoff e Löw abrirão mão de parte de seus salários durante a crise, para auxiliar a federação. Tal ideia também começa a ser partilhada dentro dos clubes. Segundo a revista Kicker, Hans-Joachim Watzke reduziu um terço de seu salário como diretor esportivo do Borussia Dortmund. Tomara que as doações realizadas pelos membros da seleção alemã conscientizem outros jogadores ao redor do planeta a tomarem atitudes mais proativas.