O Athletico Paranaense derrotou o Internacional, por 2 a 1, no Beira-Rio, na última quarta-feira, e conquistou a primeira Copa do Brasil da sua história. O segundo título importante em anos consecutivos, com a Copa Sul-Americana do ano passado, apesar de não ter um orçamento tão grande quanto outros clubes do Brasil. Como fez isso? Além do ótimo trabalho técnico e estrutural do Furacão, parece haver um método por traz da montagem do time.

Poucos investimentos são feitos em medalhões. Os jogadores mais famosos que fizeram parte da campanha do Furacão foram contratados ao fim dos seus contratos. Outros, como Marco Ruben e Braian Romero, chegaram por empréstimo. Esse instrumento é muito utilizado pelo clube para testar os jogadores pelos quais se interessa antes de se comprometer financeiramente e ajuda principalmente com a profundidade do elenco paranaense.

Essa parte é importante porque o Athletico faz muitas apostas. A favorita é em jogadores que prometeram muito nas categorias de base ou no começo das suas carreiras, evidenciando seu talento, mas que por diversos motivos nunca decolaram. O Furacão lhes oferece um palco muito interessante para alcançarem a regularidade e, em troca, passa a contar com jogadores talentosos por preços mais módicos.

E as categorias de base. A decisão de esnobar o Campeonato Paranaense tem conotação política e serve para diminuir o fardo de jogos no elenco principal, mas também permite que o clube coloque seus garotos para disputar partidas competitivas e garimpar quais deles estão prontos para fazer parte do time principal.

A seguir, jogador por jogador, contamos como o Athletico Paranaense formou o time que venceu a Copa do Brasil, considerando os atletas que entraram em campo em pelo menos uma das oito partidas disputadas desde as oitavas de final contra o Fortaleza.

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