Erros de arbitragem são comuns em qualquer parte do mundo. Mas e quando os jogadores se revoltam com o erro favorecendo o próprio time? Pode acreditar que aconteceu, com Pogon Szczecin e Astra Giurgiu levando ao pé da letra o significado da palavra ‘amistoso’. O sétimo colocado do Campeonato Polonês e o atual campeão romeno faziam duelo de inter-temporada no Chipre. Quando placar ainda estava zerado, o árbitro apontou a marca da cal a favor do Astra. Porém, a marcação foi tão absurda que nem mesmo os atletas beneficiados concordaram. Deliberadamente, o veterano Cristian Sapunaru bateu fraco, no meio do gol, recuando para o goleiro do Pogon. O árbitro, então, mandou voltar. E Daniel Niculae decidiu isolar.

Pois teria mais confusão, minutos depois. Do outro lado, os poloneses também ganharam um pênalti estranho. Em retribuição aos adversários, igualmente peitaram a marcação do árbitro e erraram de propósito. E, ao final do primeiro tempo, o juizão resolveu dar sete minutos de acréscimo, o que desencadeou a revolta nos bancos de reservas. O técnico do Astra, Marius Sumudica, invadiu o campo para protestar e acusou o homem do apito de estar apostando. O intervalo, ao menos, serviu para esfriar os ânimos. O segundo tempo, sem tumultos, contou com os quatro gols da partida, em vitória do Pogon Szczecin por 3 a 1.

O pior de tudo é que esta não é a primeira reclamação contra os árbitros da inter-temporada no Chipre. O Cluj também teve problemas e acusou o juiz de estar envolvido com algum esquema de apostas. Se as autoridades quiserem investigar, já têm um bom ponto de partida. Em Pogon x Astra, ao menos, os jogadores trabalharam para não concretizar a possível falcatrua.