Japão e Coreia do Sul não evoluíram e continuam em fase ruim

Data Fifa mostrou que duas das principais seleções asiáticas ainda têm muito trabalho pela frente para melhorarem seu futebol

Nos amistosos de outubro, em data-Fifa, as seleções asiáticas tiveram dificuldades para somar três pontos. As duas mais importantes (Japão e Coreia do Sul) poderiam ter tido melhor resultado, mas os problemas vistos na Copa do Mundo 2014 continuam sendo observados. Veja um resumo do que aconteceu com os asiáticos nos amistosos:

Problema grave para Aguirre

10/10 | Japão 1×0 Jamaica

14/10 | Japão 0x4 Brasil

O técnico mexicano chegou após o Mundial 2014, só conseguindo uma vitória em quatro jogos. E é possível ver problemas no triunfo diante da fraca Jamaica. O adversário teve dificuldades no Hexagonal Final das Eliminatórias Concacaf, ficando na lanterna, não teve muito tempo de treinar, mas mesmo assim o Japão marcou apenas uma vez. Detalhe que foi um gol contra do adversário, e quase que os japoneses levaram o empate. Outro dado a preocupar Javier Aguirre é a utilização do time titular, que deveria ter goleado os caribenhos.

Quatro dias mais tarde, Javier Aguirre fez seis mudanças na equipe, colocando no banco de reservas Keisuke Honda, Yuto Nagatomo e Yoichiro Kakitani. Contra o Brasil, não dava para experimentar, não é mesmo? O técnico mexicano tinha que ter colocado o melhor time em campo. E aí não deu outra: goleada de 4 a 0 com extrema facilidade e muitas falhas defensivas dos japoneses, que nem chutaram a gol. Bom teste desperdiçado e desconfiança aumentada para a Copa da Ásia 2015.

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Coreia do Sul no mesmo patamar

10/10 | Coreia do Sul 2×0 Paraguai

14/10 | Coreia do Sul 1×3 Costa Rica

O novo técnico sul-coreano, o alemão Uli Stielike, deve estar bastante preocupado com os resultados. A Coreia do Sul venceu um dos dois amistosos de outubro, mas convenha-se que superar o atual time do Paraguai não é lá essas coisas. A equipe foi lanterna nas Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial 2014 e tem resultados ridículos no período recente: 0 a 0 com Emirados Árabes Unidos e derrotas para Coreia do Sul e China (2 a 1).

Tudo bem que é tempo de o técnico conhecer os jogadores, testar formações, mas a Coreia do Sul precisa chegar voando na Copa da Ásia 2015, assim como o Japão. Na segunda partida, a Coreia do Sul teve um desempenho geral melhor, se aproximando mais da área adversária e finalizando. Mas não teve jeito: com time completo, a Costa Rica de Joel Campbell e Kaylor Navas realmente tem mais qualidade e provou isso em campo.

São poucos jogadores experientes (Cha Du-Ri,34 anos; Lee Dong-gook, 35; e Ki Sung-yueng,25) e uma jovem promessa: Song Heung-min, do Bayer Leverkusen, 22, que acabou substituído diante da Costa Rica e foi reserva contra o Paraguai.

Outras seleções

Austrália. A caminha australiana rumo à mudança de geração terá muitos percalços. Mais dois ocorreram nos amistosos de outubro. Os Socceroos não venceram nenhuma partida, empatando sem gols com Emirados Árabes Unidos e perdendo de 1  a 0 para o fraco Catar. No segundo jogo, estiveram presentes Tim Cahill, Mark Bresciano e Mile Jedinak, todos experientes.

Arábia Saudita. Os sauditas até podem comemorar. Com a presença do atual artilheiro da Liga dos Campeões da Ásia, o atacante Nasser Al Shamrani, do finalista Al Hilal, a Arábia Saudita empatou em 1 a 1 com o Uruguai de Luis Suárez, marcando os dois gols da partida. Com seis mudanças no time titular, a Arábia Saudita apenas empatou com o Líbano (1 a 1), mais uma vez com os dois gols do jogo sendo anotados por sauditas. Há uma evolução no time do técnico espanhol López Caro. Resta saber se dá para sonhar com a volta à Copa do Mundo.

Catar. Os catarianos são muito fracos, mas até que se deram bem nos três amistosos. As vitórias de 1 a 0 sobre os titulares da Austrália e de 3 a 0 diante do Uzbequistão, além da goleada de 5 a 0 sobre o Líbano, animam a seleção nacional, que, no entanto, não tem muitas expectativas com relação às eliminatórias para a Copa do Mundo 2018. Ou pode até surpreender, quem sabe.

Jordânia. Os jordanianos atuaram duas vezes diante do Kuwait, perdendo de 1 a 0 e empatando a um gol. Já são cinco partidas sem vitórias, sendo que o último triunfo foi diante da Síria (2 a 1), em 5 de março, nas eliminatórias para a Copa da Ásia 2015.

Omã. O técnico francês Paul le Guen sabe que a qualidade técnica de seus jogadores, a maioria atuando na obscura liga nacional, deixa a desejar. Nem o calor infernal da capital Muscat e nem mesmo a má condição do gramado impediram que o Uruguai fizesse três gols, dois de Luis Suárez. No mesmo estádio, os omanis até que fizeram bom jogo diante da Costa Rica, mas acabaram sucumbindo por 4 a 3.

Uzbequistão. Os uzbeques vão na mesma toada das eliminatórias 2014. Sabem que são fracos, mas têm ciência de que a qualidade dos adversários também não é muito boa, o que lhes dá condição de sonhar com a Copa do Mundo. Os 3 a 0 a favor do Catar foi um mau resultado, assim como o empate sem gols diante do Bahrein. Vencer Emirados Árabes por quatro gols também não empolga muito. Mas Server Djeparov, 32, está no time e é o que importa.

Iraque. Parece que foi ao acaso que os iraquianos atingiram a fase final das eliminatórias 2014. Empates diante de Iêmen (1 a 1) e Bahrein (0 a 0) devem ter sido motivo de preocupação em Bagdá.

A goleada. Hong Kong venceu Cingapura por 2 a 1, em casa, mas a comemoração durou pouco. No outro amistoso, a equipe nem viu a cor da bola diante da Argentina. Também em seus domínios, Hong Kong levou de 7 a 0, com dois gols de Gonzalo Higuaín, Lionel Messi e Nicolás Gaitán, cada. Hong Kong não teve escanteios a favor e nem conseguiu finalizar, mesmo que pela linha de fundo.

A outra goleada. Filipinas pode até evoluir, mas para isso precisa encarar adversários de maior categoria. A vitória de 5 a 0 sobre a inexpressiva Papua Nova Guiné, da Oceania, não quer dizer nada além do resultado e alguns pontinhos a mais no Ranking Fifa.