ATENÇÃO: os parágrafos a seguir contêm spoilers para quem ainda não chegou ao fim da sétima temporada de Game of Thrones. 

A última temporada da aclamada série Game of Thrones, vencedora de mais prêmios Emmy do que Messi e Cristiano Ronaldo têm Bolas de Ouro juntos, começa neste domingo, e a ameaça é iminente. Liderados pelo Rei da Noite, o Exército dos Mortos prepara um assalto ao Norte de Westeros, e todas as nobres casas do Reino precisam deixar suas diferenças para trás e se juntar em uma luta entre a vida e a morte. 

Quem salvará o dia? Os dragões de Daenerys? A espada de Jon Snow? A inteligência de Tyrion? Nada disso. Segundo Jaime Lannister, o herói de Game of Thrones será Marcelo Bielsa. 

“Sabe que tem uma teoria de que o escolhido aparecerá para salvar o dia? E todo mundo pensa que é Jon Snow. Mas também há um homem chamado Bielsa, que é um cara que chega e magicamente transforma o mundo para o bem. Quando tudo está perdido, ele magicamente transformará o Norte neste lindo paraíso”, afirmou o ator que faz o papel de Jaime Lannister, Nikolaj Coster-Waldau, em entrevista ao programa do apresentador Jimmy Kimmel. A cinco rodadas do fim, o Leeds ocupa a segunda vaga direta da Championship à Premier League.

Acontece que o dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau é torcedor do Leeds e fanático por futebol a ponto de achar que o jogo pode mudar o mundo. Trabalhando como embaixador do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, ele já foi árbitro de torneios amadores em Nairóbi, no Quênia, e gosta particularmente do projeto Global Goals World Cup, que organiza competições entre mulheres em diversos países para falar de assuntos como pobreza e aquecimento global. 

“O futebol é o maior esporte do mundo, claro, e não importa da onde você seja, sua condição econômica, você pode se unir em torno do jogo. Então, usamos isso e dissemos: ok, vamos nos concentrar nas mulheres e ver se podemos usar isso para falar sobre alguns assuntos, mas também nos divertir ao mesmo tempo”, afirmou, em entrevista à revista GQ, em 2017, quando estava no Brooklyn, em Nova York, para apitar um desses torneios femininos. 

E como um dinamarquês vira torcedor do Leeds? “A culpa é do meu amigo Joe. Ele estava namorando minha irmã quando eu tinha 17 anos. Nós nos tornamos amigos e ele me levou ao Elland Road, e eu achei fantástico. Eles tiveram alguns bons anos, mas depois tudo degringolou. Mas agora está tudo bem. Tivemos um grande começo de temporada”, disse. 

Aquele era o começo da temporada 2017/18, quando o Leeds tinha seis vitórias e dois empates nas primeiras nove rodadas da Championship, sob o comando de Thomas Christiansen, um compatriota de Nikolaj. Ele estava tão animado com o time que mostrou ao repórter da GQ o seu time de fantasy, se gabando que liderava uma liga de torcedores do Leeds porque não tinha pudor de colocar em seu time jogadores do rival Manchester United. 

Nikolaj é embaixador da ONU

 

Ele também dividiu uma engraçada anedota sobre quando contou à imprensa que o nome do seu treinador de luta com espadas se chamava Dave Hockaday, treinador do Leeds durante apenas seis jogos em 2014. “Na época, o coitado era uma escolha estranha para ser técnico do Leeds. De repente, estava treinando um grande clube que estava em um momento muito ruim. Ele estava sendo muito criticado na imprensa, então meu amigo Joe disse: ‘Você não pode mencioná-lo? Seria uma história engraçada’. Acho que em uma hora já estava na minha página na Wikipedia”, brincou.

Atualmente, ele está realmente animado com Marcelo Bielsa, tanto que fez a plateia do Jimmy Kimmel cantar em uníssono: “Em Bielsa nós confiamos”.