A cada 1° de janeiro, uma das maiores certezas do mundo é a de que o Japão condecorará o primeiro campeão do ano. E não foi diferente em 2018. Enquanto muita gente ainda entornava o espumante ou pulava sete ondinhas, a Copa do Imperador vivia a sua final. Melhor para o Cerezo Osaka, que derrotou o Yokohama F Marinos e abriu o ano colocando a mão na taça. O clube das cerejeiras encerrou um jejum de 43 anos na competição, sem vencê-la desde 1974, quando ainda se chamava Yanmar Diesel.

A última temporada já tinha sido especial ao Cerezo Osaka. Afinal, o tradicional time das camisas rosadas havia retornado à primeira divisão do Campeonato Japonês e fez uma campanha digna, terminando na terceira colocação, garantindo assim uma vaga nas preliminares da Liga dos Campeões da Ásia – e igualando a melhor campanha de sua história, em equipe estrelada por Shinji Kagawa, Takashi Inui e Levir Culpi. Além disso, também vencera a Copa da J-League, seu primeiro título profissional, batendo o Kawasaki Frontale na final. Mas o clube podia sonhar mais. E depois de duas classificações na prorrogação ao longo das fases anteriores, enfrentaria o Marinos na decisão da Copa do Imperador.

O Marinos até ameaçou aprontar no Estádio Saitama 2002 e abriu o placar, com Sho Ito. No entanto, o Cerezo teve o poder de reação necessário. No segundo tempo, arrancou o empate graças a Kazuya Yamamura. Já na prorrogação, Kota Mizunuma garantiu o triunfo e a comemoração que gerações em Osaka não experimentavam. Dois brasileiros participaram da conquista: o meio-campista Souza que, entre outros clubes, teve passagens mais expressivas por Palmeiras e Ponte Preta; e o atacante Ricardo Santos, que começou no Boavista, mas fez carreira principalmente no futebol sueco. Outros jogadores rodados na seleção japonesa também compõem o elenco, incluindo Yoichiro Kakitani e Hirochi Kiyotake.

Três vezes campeão da Copa do Imperador, o Cerezo Osaka limitava suas glórias aos tempos anteriores à adoção do profissionalismo no futebol japonês. Depois dos anos 1990, a equipe tinha chegado à final três vezes, mas sempre havia acabado com o vice-campeonato. Nesta segunda, quebrou a barreira. E pode dizer que inicia um novo ano encerrando a temporada mais gloriosa de sua história, com boas perspectivas para os próximos meses.


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