Na carreira de jogador de futebol, atravessar quatro décadas é para poucos. Manter-se em alto nível, reconhecido como um dos grandes de seu país e até mesmo do mundo por tanto tempo é ainda mais raro. Por isso Peter Shilton, que completou 70 anos na última quarta-feira, é um nome emblemático. Além de ter se feito ídolo em todos os principais clubes em que jogou – Leicester, Stoke, Nottingham Forest, Southampton e Derby County – durante quase 20 anos (e mais de uma centena de partidas) também exibiu segurança e eficiência no gol da seleção inglesa.

Em sua trajetória, Shilton teve muitos pontos em comum com Banks: despontaram no Leicester (embora o campeão do mundo tenha começado no Chesterfield), trocaram os Foxes pelo Stoke e durante muito tempo foram donos do gol da seleção inglesa e referência mundial na posição. Foram também companheiros de clube: Banks era o dono da camisa 1 em Filbert Street quando Shilton subia fulminante da base como um prodígio.

Eram, no entanto, goleiros de estilos bem diferentes. Se Banks era mais intuitivo, tendo como trunfos a coragem e os reflexos, Shilton era um perfeccionista que se destacava pelo posicionamento, pela segurança nas saídas do gol, pela agilidade na recuperação, pela boa leitura das jogadas adversárias e pela perícia em lances de um contra um. Qualidades notadas exatamente por Banks, quando o jovem Shilton defendia a base do Leicester.

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