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Pjanic eleva a qualidade da Juventus para ser mais forte também na Europa

Entre todos os setores do campo, a defesa é o que mais ganha destaque quando se fala sobre a Juventus. Os defensores do clube bianconero formam, inclusive, a linha defensiva da Itália, desde o goleiro Buffon até os três zagueiros – Giorgio Chiellini, Andrea Barzagli e Leonardo Bonucci. O meio-campo, porém, também é um setor muito forte do time tetracampeão italiano, com Claudio Marchisio, Paul Pogba e Sami Khedira, para ficar nos nomes mais famosos. A contratação de Miralem Pjanic, vindo da rival Roma, traz ainda mais qualidade ao setor por suas características, bem diferentes dos demais.

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Os jogadores de meio-campo citados podem atuar tanto defensivamente quanto ofensivamente. Muitas vezes foram escalados mais atrás, com muitas preocupações defensivas. Todos, porém, têm qualidades que os tornam jogadores de técnica apurada e que marcam gols.

Pjanic é, ao contrário dos outros três, um jogador menos físico. Não é alto, não tem a força como característica, nem a explosão física na hora que tem a bola. Mas tem o chute de fora da área, tem a técnica apurada, habilidade e precisão nos passes ofensivos. Isso sem falar que é um dos melhores cobradores de falta da Europa.

A contratação desse jogador adiciona qualidade ao time da Juventus, que já sobrava na Itália. A Juventus aproveitou-se que a Roma precisava fazer dinheiro para poder se reforçar e precisou sacrificar um dos seus melhores jogadores para isso. Custou € 32 milhões aos cofres do time de Turim e chega, aos 26 anos, com pinta de quem será titular.

Com Pjanic, a Juventus pode retomar um esquema tático que usou na temporada que chegou à final da Champions League, em 2014/15. Ali, o time tinha um meio-campo em losango, com Pirlo na ponta baixa, Marchisio e Pogba no centro e Vidal no vértice mais alto. É justamente no lugar de Vidal que pode entrar Pjanic, um jogador notoriamente mais ofensivo, inclusive, que o chileno. Khedira faz o vértice inferior, mais próximo à defesa, com Pogba e Marchisio pelo centro.

Pjanic é um jogador que faz muitas assistências. Nas últimas três temporadas, ninguém fez mais do que ele no Campeonato Italiano: 28 no total. Nas duas últimas, 12 por ano. É um jogador que cria muitas chances aos companheiros e isso tende a tornar a Juventus um adversário ainda mais perigoso e mais difícil de prever também.

Com isso, é possível jogar com dois atacantes – Dybala e Madzukic, por exemplo. E, na defesa, pode se dar ao luxo de ter um dos três zagueiros da seleção italiana no banco de reservas, com Daniel Alves, contratado nesta temporada, para a lateral direita. Na esquerda, as opções são ao menos duas: Evra, o titular na maior parte da última temporada; e Alex Sandro, brasileiro que foi muito bem quando acionado e tende a ganhar espaço com o tempo.

Com tudo isso, dá para dizer que Pjanic chega, com contrato até 2018, para se tornar uma peça importante do meio-campo do time de Massimiliano Allegri. É um jogador que pode tornar a Juventus ofensivamente mais forte e criativa. Torna o time mais competitivo também em termos europeus. E isso é muito importante para os bianconeri.

O time jogou de igual para igual com um poderoso Bayern de Munique. Se conseguir subir o seu nível, pode se tornar um time que brigue com os demais. Pjanic não é quem fará o time dar esse salto só com a sua chegada, mas pode ajudar a aumentar, pouco a pouco, o nível para que a equipe atinja esse patamar.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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