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Para apoiar vítima de racismo, torcida do Napoli usa milhares de máscaras de Koulibaly

O principal personagem da Serie A durante a semana foi Kalidou Koulibaly. E de uma maneira que ninguém gostaria. O zagueiro do Napoli sofreu com a intolerância de parte da torcida da Lazio na última quarta-feira, ouvindo insultos racistas na visita ao Estádio Olímpico. A partida precisou ser interrompida, o que não adiantou tanto. Ao final do jogo, ainda assim, o senegalês deu uma enorme prova de altivez. Ao mostrar o que realmente importa no futebol, presenteou um pequeno torcedor napolitano com sua camisa, antes de sair para os vestiários.

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Logo após o episódio, a federação italiana anunciou a punição à Lazio. A curva norte será fechada pelos próximos dois jogos da Serie A e o clube terá que pagar € 65 mil de multa. Enquanto isso, a torcida do Napoli se solidarizou com Koulibaly. Neste domingo, o zagueiro de 24 anos recebeu o carinho dos celestes no Estádio San Paolo. Milhares de papéis com o rosto do senegalês impresso foram distribuídos nas arquibancadas, e erguidos durante a entrada das equipes em campo. “Todos em Nápoles estão ofendidos por aquilo que aconteceu com nossa jovem estrela. Por isso, queremos mostrar total apoio a Koulibaly”, dizia a nota publicada pelos torcedores que organizaram a ação.

Além das máscaras, faixas de apoio a Koulibaly também podiam ser vistas no San Paolo. E, em campo, o Napoli retribuiu a manifestação com os três pontos. O zagueiro teve grande atuação na difícil vitória sobre o Carpi. Gonzalo Higuaín definiu o placar de 1 a 0 ao converter pênalti, chegando a 24 gols em 24 rodadas da Serie A. Na próxima rodada, os napolitanos visitam a Juventus, em jogo que valerá a liderança do campeonato. Um duelo fundamental, no qual os celestes confiam no potencial do defensor para conter o embalado ataque bianconero.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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