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O sobrenome Chiesa voltou a balançar as redes pela Fiorentina: Federico, filho do velho Enrico

Para quem acompanhou ao menos um pouco o futebol italiano nos anos 1990 e 2000, o sobrenome Chiesa logo traz à tona lembranças. Enrico Chiesa foi um dos atacantes mais significativos do Calcio neste período, defendendo a seleção nacional e alguns clubes de expressão. Surgiu no timaço da Sampdoria de Vujadin Boskov, conquistou (como artilheiro) a Copa da Uefa com o fortíssimo Parma de Alberto Malesani, deu o último título de expressão à Fiorentina, sob as ordens de Roberto Mancini. Disputou a Copa do Mundo de 1998 e chegou mesmo a ser apontado como o melhor jogador da Serie A em 1996. Nos últimos anos de carreira, ainda foi o dono do ataque do Siena. Pendurou as chuteiras em 2010, aos 39 anos, com 138 gols anotados apelas pela primeira divisão do Italiano. Agora, vê o seu legado mantido, com o sobrenome honrado por seu filho.

Federico Chiesa nasceu em Gênova, cidade natal do pai, quando este defendia o Parma. Entretanto, deu seus primeiros passos em outro dos clubes marcantes do veterano, a Fiorentina. O adolescente chegou às categorias de base da Viola em 2007, com 10 anos de idade, e, a partir desta temporada, começou a ganhar oportunidades no elenco principal. Já nesta quinta, teve o gosto de marcar seu primeiro gol pelo clube: garantiu a vitória por 2 a 1 sobre o Qarabag, pela Liga Europa, com um tento aos 31 do segundo tempo. Acabou expulso ao receber o segundo amarelo, mas nada que atrapalhasse sua noite.

Federico não seguiu o ofício de Chiesa, um goleador de muita categoria no trato com a bola. O filho joga mais recuado, no meio de campo, como ponta pelo lado direito. E, nesta quinta, participou bastante no triunfo da Viola no Azerbaijão. Ajudou na construção e apareceu na área para definir o placar. Certamente ganhou pontos com o técnico Paulo Sousa, adversário de seu pai nos tempos de jogador. O jovem de 19 anos vem se tornando cada vez mais frequente nos jogos dos florentinos, especialmente saindo do banco de reservas.

O caminho para Federico Chiesa se equiparar ao seu progenitor ainda é longo. Mas o início é promissor: o meio-campista também atua pelas seleções de base, com passagens pelo sub-19 e pelo sub-20. A classificação da Fiorentina na Liga Europa, líder de seu grupo, deve exigir uma rotação maior no elenco. Chance para que o garoto ganhe ainda mais espaço. Para que nos acostumemos novamente com o sobrenome Chiesa nos jogos de futebol.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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