Serie A

Nesta: “A maior surpresa do ano para mim? Simone Inzaghi e sua Lazio”

Alessandro Nesta construiu sua carreira marcando época primeiro na Lazio, depois no Milan. Além de uma série de títulos, ele conquistou as torcidas biancoceleste e rossonera e se tornou ídolo em ambos os clubes. Neles, Nesta jogou ao lado de muita gente talentosa. Duas dessas pessoas foram os irmãos Inzaghi, que também fizeram seus nomes na Lazio e no Milan, só que em outro setor do campo, no ataque. Simone, jogando com os aquilotti. Filippo, atuando com os milanisti. Hoje, ambos são treinadores, tendo Pippo já treinado o Milan e Simone estar no comando do time laziale há um ano, fazendo um excelente trabalho. E isso, para Nesta, é surpreendente, porque o ex-defensor não imaginava que os Inzaghi seguiriam esse caminho.

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“A maior surpresa do ano para mim? Simone Inzaghi e sua Lazio. Eles jogam um futebol muito bom e foram além das expectativas. Também estou feliz por Pippo, que já fez o Venezia ser promovido para a Serie B”, disse Nesta em entrevista ao Extra Time. “Nunca imaginei que algum deles dois fosse seguir carreira técnica”, confessou ainda o ex-zagueiro também da seleção italiana.

Enquanto Pippo foi o primeiro treinador da temporada da Lega Pro a conseguir o acesso com sua equipe, Simo está com a Lazio na zona de classificação para a próxima Champions League, em quarto lugar na tabela de classificação da Serie A. Ambos estão conduzindo campanhas com muitos méritos. Afinal, não é fácil pegar um time recém-falido e recolocá-lo na Serie B, ao passo que também não está sendo fácil a briga pelas primeiras colocações na primeira divisão italiana, ainda mais com a Lazio vindo de uma temporada em que terminou em oitavo lugar.

Sendo técnico do Miami FC, franquia que disputa a North American Soccer League (NASL), Nesta compreende que a carreira de um treinador não é sempre justa e tem muitas dificuldades. Nesse sentido, ele falou sobre a demissão de Ranieri do Leicester, criticando a postura do clube. “Por um lado, eu fico aliviado que não é só na Itália que nos comportemos assim. Também acontece em um país como a Inglaterra, onde eles são mais envolvidos esportivamente”, comentou.

Nesta participou de quase 80 jogos com a Azzurra durante sua vida. Isso sem contar os jogos que fez com a seleção de base. Sobre os jovens da nova geração de jogadores que atuam na Itália, o ex-zagueiro destacou Gigio Donnarumma, goleiro do Milan. “Tem três ou quatro atletas na Serie A que podem virar grandes estrelas. Os outros são apenas bons jogadores. O grande campeão é Donnarumma. Ele pode alcançar o mesmo nível que Gigi Buffon”, falou. “Entre os defensores, vejo potencial em Daniele Rugani e Alessio Romagnoli. Eu, sem dúvidas, os levaria ao Miami FC. Qual dos dois é melhor, só o tempo irá dizer”, complementou.

E sobre o que é melhor ou não, o ex-zagueiro também opinou sobre a fórmula atual da Serie A. Para ele, o Campeonato Italiano precisa de mudanças para voltar a ser competitivo. “Eu me livraria de alguns times e encurtaria o calendário”, disse. Hoje, a competição conta com 20 equipes, mas já chegou a ter 16. “Cada vez menos os clubes têm dinheiro para serem competitivos, e isso os corta ao meio. Então, eu diminuiria os times, para, então, termos um campeonato disputado novamente, o que resolveria o problema de tédio”.

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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