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Juventus é campeã com meio-campo trabalhador e talentoso

Na temporada 2011/12, a Juventus terminou invicta conquistando o título na penúltima rodada, no dia 6 de maio. Desta vez, a conquista veio no dia 5 de maio, mas desta vez com três rodadas de antecedência. Mesmo sem ter conseguido o título invicto, o domínio bianconero na Serie A foi imenso. Até os protagonistas foram os mesmos. Pirlo foi um dos grandes nomes da conquista anterior. Desta vez, é preciso destacar ainda mais outros dois jogadores de meio-campo: Claudio Marchisio e Arturo Vidal. Dois gigantes do meio-campo da Juve.

A Juventus não se caracteriza por mostrar um futebol vistoso e envolvente. O time é forte na marcação, se dedica muito em campo e faz do seu meio-campo a sua grande arma. Não é um time que faz tantos gols, embora os marque com regularidade. A Roma, por exemplo, marca mais gols que a Juventus, mas também toma muito mais. A boa marcação da Velha Senhora faz com que o time seja seguro, com apenas 20 gols sofridos em 35 jogos. A segunda melhor defesa, do Napoli, tomou 32 gols (*até antes do jogo com a Internazionale).

A segurança do time é certamente um dos motivos da confiança enorme que a equipe de Antonio Conte joga e domina o Campeonato Italiano. Nenhum dos times concorrentes conseguiu alcançar o seu nível de futebol. O desafio, agora, é chegar ao nível dos melhores da Europa.

Destaque individual

Arturo Vidal

Vidal cresceu muito de produção nesta temporada, tornando-se um jogador ainda mais importante para o time. Versátil, marcador, chuta de fora da área e tornou-se o batedor de pênaltis da equipe. É um jogador de meio-campo completo. Além de marcar gols na temporada, ainda é o líder em assistências do time. O motor de um time que se caracteriza pela força de combate e de transição no meio-campo.

Meio-campo trabalhador e qualificado

Uma força que se caracteriza no meio-campo é também pela presença de Claudio Marchisio. Um jogador que poderia ser considerado volante no Brasil, mas que qualidades de meia ofensivo. Não por acaso, também se destaca pelos passes que faz para gols do time, assim como pelo seu trabalho no meio-campo para recuperar a bola e sair para o jogo. No final da temporada, Antonio Conte o deslocou para um papel ainda mais ofensivo do que estava acostumado a desempenhar até então: tornou-se um trequartista, um meia atuando atrás do atacante, em geral Mirko Vucinic. Marchisio se adaptou bem a essa posição, pela boa presença que consegue ter no ataque.

Um dos motivos para Conte colocar Marchisio mais para frente no posicionamento ofensivo foi Paul Pogba, meio-campista francês que ocupa exatamente a posição de Marchisio e Vidal. Contratado junto ao Manchester United no início da temporada, o jogador de 20 anos foi ganhando espaço e termina a temporada como titular do time, se destacando pela força física e o vigor na transição de jogo da defesa para o ataque. Seus chutes de fora da área proporcionaram alguns belos gols e Pogba virou jogador de seleção francesa. Merece destaque por ter se tornado um jogador importante logo na sua primeira temporada no clube, aos 20 anos.

Cinco jogos-chave da temporada

O jogão

Rodada 30 – Internazionale 1×2 Juventus (30/03/2012) – Giuseppe Meazza

Um dos adversários que derrotou a Juventus no primeiro turno tentaria repetir o feito e embalar para conseguir ainda sonhar com uma improvável vaga em competições europeias. Não conseguiu. A Juventus mostrou novamente que mesmo contra os times mais tradicionais da Itália é amplamente superior, especialmente em conjuntos, e impôs uma derrota em casa à Inter, em um jogo que os nerazzurri até conseguiram fazer uma partida acima do que vinha sendo seu padrão.

A goleada

Rodada 6 – Juventus 4×1 Roma (29/09/2012) – Juventus Stadium

Em um jogo com amplo e completo domínio sobre o adversário, a Juventus já dava as credenciais que a fizeram ser a campeã na temporada anterior. Se colocou como novamente o time mais forte, graças também a uma Roma que, apesar da qualidade técnica, se expunha demais defensivamente com o técnico Zdenek Zeman. Vertical no seu jogo, a Juventus passou como um trator e deu a impressão que ninguém conseguiria igualar o seu nível de atuações.

A primeira vitória

Rodada 1 – Juventus 2×0 Parma (25/08/2012) – Juventus Stadium

A estreia da Velha Senhora na Serie A foi absolutamente tranquila, sem problemas para vencer com tranquilidade. Os gols de Lichtsteiner e Pirlo, de falta, deram ao time que tinha Antonio Conte suspenso por seis meses a primeira vitória na Serie A.

A primeira derrota

Rodada 11 – Juventus 1×3 Internazionale (03/11/2012) – Juventus Stadium

Em um jogo que a Juventus foi melhor em boa parte, mas que acabou sucumbindo frente a uma Inter que dava sinais de ser o time mortal do contra-ataque que dominou a Itália até 2010. Com Guarín em uma grande noite e Diego Milito em dia de artilheiro, a Inter quebrou uma série de 49 jogos de invencibilidade da Juve. Naquele momento, o time se candidatava a ser o concorrente ao título contra os bianconeri, mas o que se viu depois foi a inconsistência nerazzurra e a constância bianconera.

O clássico

Rodada 33 – Juventus 1×0 Milan (21/04/2013) – Juventus Stadium

Jogando em casa contra um time que vinha com bom retrospecto, a Juventus se impôs e mostrou que seu time é sim, melhor que o do rival. E não é por pouco. Foi tranquila e soberana no jogo durante toda a partida, controlando o jogo e, mesmo sem um ataque poderoso, conseguiu vencer sem passar sufoco

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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