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A Juve pareceu em outra época com sua camisa especial e, no aperto, se aproximou do Napoli

Era um jogo oficial do Campeonato Italiano, mas ainda assim festivo. A Juventus aproveitou o duelo com o Benevento neste domingo, em Turim, para celebrar os 120 anos de sua fundação, completados no meio da semana. Os bianconeri fizeram um belo mosaico nas arquibancadas, assim como vestiram uma camisa retrô. O modelo extremamente simples remete ao usado pela Velha Senhora durante boa parte de sua história, entre 1930 e 1950. Além disso, nada de escudo ou qualquer outro adereço, como foi até a década de 1990, mas apenas as estrelas que remetem às três dezenas de títulos nacionais. Dentro de campo, porém, os lanternas da Serie A por pouco não estragaram a comemoração. A Juve sofreu para arrancar a vitória por 2 a 1.

A expectativa natural era de goleada. Afinal, o Benevento vinha de incríveis 11 derrotas nas primeiras 11 rodadas do campeonato. Pois os visitantes conseguiram abrir o placar, logo aos 19 minutos, em belíssima cobrança de falta de Amato Ciciretti, vencendo Wojciech Szczesny. O que se viu depois disso foi um bombardeio da Juve. Foram 27 finalizações ao longo dos 90 minutos. Contudo, a virada saiu apenas no segundo tempo. O primeiro gol saiu com Gonzalo Higuaín, em belíssimo chute virando o corpo. Pouco depois, o segundo tento aconteceu, em cruzamento perfeito de Alex Sandro para Juan Guillermo Cuadrado completar.

O Benevento igualou o recorde de maior número de derrotas no início de campanha em uma grande liga europeia, com os mesmos 12 tropeços consecutivos do Manchester United de 1930/31. Enquanto isso, a Juventus encurtou a distância para o topo da tabela. A Velha Senhora chegou aos 31 pontos, um a menos que o Napoli, que empatou por 0 a 0 com o Chievo na visita a Verona. Além disso, ultrapassou a Internazionale e assumiu a segunda colocação, depois que os nerazzurri ficaram no 1 a 1 com o Torino no San Siro. Apesar do susto, a festa foi completa em Turim.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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