Serie A

Insigne diz que Cassano poderia ter ganhado uma Bola de Ouro e detona Higuaín

Lorenzo Insigne foi um dos nomes mais falados depois da eliminação da Itália na repescagem da Copa do Mundo, diante da Suécia. O atacante do Napoli vive um bom momento no seu clube, mas foi deixado no banco diante dos suecos, mesmo com a Azzurra precisando vencer. O atacante, de 26 anos, não culpa o técnico Giampiero Ventura, sonha com a Eurocopa e a Copa de 2022 e ainda comentou sobre Balotelli e Cassano, dois personagens do futebol italiano. Isso além de comentar sobre Gonzalo Higuaín, seu ex-companheiro de Napoli e atual rival na Juventus. E ele não poupou críticas.

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Scudetto

“Um ano para o scudetto? Eu realmente acho que sim, nós estamos cientes disso”, afirmou o atacante à Gazzetta dello Sport. “Campeão de inverno? Eu prefiro que sejamos campeões na primavera”, disse o jogador. “Nós estávamos na liderança dois anos atrás, mas a Juventus foi para vencer o scudetto. Esta temporeada será mais dura para todos. Inter e Roma estão no nosso nível, mas nós nos divertiremos”, analisou Insigne.

Higuaín

“O que eu achei quando Higuaín comemorou no San Paolo? Eu não posso dizer o que eu disse, mas eu disse a ele algumas palavras em napolitano e ele me entendeu. Eu fiquei decepcionado: ele esteve aqui por três anos, mas então fez a escolha que fez. Eu não direi mais nada”, disse o atacante do Napoli.

“Ele marcou em Turim e não comemorou, nem fez isso quando marcou em Nápoles. Ao invés disso, ele fez isso nesta temporada. Ele deveria ter algum respeito pelos seus antigos colegas. Ele diz que é nosso amigo e manda mensagens de texto para alguns de nós antes do jogo, mas então comemora na nossa cara? Foi uma falta de respeito”, criticou Insigne.

Cassano

“Ele é um cara muito bom, você tem apenas que saber apenas como lidar com ele. Ele tem uma personalidade particular e ele cresce em situações particulares”, disse o jogador. “Ele tomou caminhos diferentes e eu sinto muito por ele. Se ele tivesse a cabeça no lugar, ele poderia vencer a Bola de Ouro nos seus primeiros anos, quando não havia Messi ou Cristiano Ronaldo”, continuou.

Seleção italiana

Perguntado se ele se considerava herdeiro de grandes nomes do futebol italiano, como Andrea Pirlo, Alessandro Del Piero e Francesco Totti, Insigne se mostrou humilde. “Eu fico orgulhoso de ser associado a esses grandes campeões, que fizeram história na seleção”, afirmou o jogador.

Perguntado se aceitaria um convite do agora ex-técnico Giampiero Ventura, ele se mostrou educado. “Certamente, por que não? Grandes jogadores atuaram nos dois jogos com a Suécia. Nós todos aceitamos suas decisões e confiamos nele”, afirmou jogador.

“Nós realmente sentimos muito que a Itália não se classificou para a Copa do Mundo. Ele era quem tomava as decisões e eu sempre as obedeci”, continuou. “Espero que haja tempos melhores para mim e que eles escolham o técnico certo para a Itália voltar mais forte do que antes”, analisou ainda Insigne, que projetou o futuro.

“Eu poderia jogar a Copa do Mundo de 2022 com 31 anos. Pode ser a idade certa para ganhar, mas agora temos que começar do zero, com alguém que possa fazer bem à seleção, com a Eurocopa no meio e nós tentaremos conquista-la”, declarou Insigne.

Donnarumma

“Donnarumma? Eu ouvi dele depois da disputa [a discussão sobre o contrato]. Ele sentia muito  porque sempre foi torcedor do Milan”, contou o atacante do Napoli. “Foi estranho que ele assinou novo contrato e toda essa bagunça foi feita, mas eu posso garantir a você que ele é um bom rapaz e eu espero que tudo se resolva da melhor forma para ele e para a sua família”.

Balotelli

“Balotelli disse que ele gostaria de jogar no Napoli? Mario tem o potencial de ser ótimo, ele parece mais velho, mas ele tem apenas 27 anos”, afirmou o atacante ao jornal Gazzetta dello Sport. “Ele tem que entender apenas que ele é forte e eu espero que ele faça isso antes de parar de jogar”, analisou.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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