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De craque histórico para craque histórico, Zoff reconhece: “Buffon é o melhor”

Durante décadas, Dino Zoff foi apontado como o melhor goleiro italiano da história. Disputou quatro Copas e levantou a taça aos 40 anos, como capitão do tricampeonato em 1982. Além disso, também fez parte do elenco que ganhou a Euro em 1968, além de acumular grandes títulos pela Juventus. No entanto, o rico passado de Zoff não é motivo para vaidades. E ele mesmo já endossou algumas vezes quem afirma que Gianluigi Buffon o superou no posto de maior de todos os tempos sob as traves italianas.

VEJA TAMBÉM: Zoff ficou para trás, e agora Buffon está a quatro minutos de bater recorde na Serie A

Nesta sexta, Buffon recebia os aplausos por quebrar o recorde de minutos sem sofrer gols da Juventus na Serie A, que era do próprio Zoff e já durava 43 anos. O camisa 1 completou 926 minutos de invencibilidade e está a apenas quatro de estabelecer o novo recorde do Italiano, superando Sebastiano Rossi com o esquadrão do Milan em 1994. Pois o capitão bianconero ganhou os elogios da velha lenda no reconhecimento pela façanha, em entrevista à Gazzetta dello Sport.

“Eu estava certo que isso aconteceria cedo ou tarde, e Buffon é quem tem mais credenciais. Ele é o melhor, superior a Rossi também. O segredo dele é nunca foi ter relaxado em suas conquistas ou em suas aptidões naturais. Ao invés disso, ele trabalhou muito duro para melhorar”, declarou Zoff. “O recorde de Buffon também é da Juventus. Gigi sabe que se o time permitir cinco chutes a gol, você pode salvar quatro, mas o quinto provavelmente vai entrar. Não é uma questão de mudança de tempos, mas da força coletiva com a qual você joga. A Juve pode ganhar o quinto Scudetto consecutivo, um feito estratosférico”.

Além disso, Zoff comentou o desejo de Buffon atuar na Copa do Mundo de 2018, aos 40 anos, chegando ao seu sexto Mundial: “Eu não posso garantir isso, mas fisicamente ele pode conseguir. Talvez seja verdade que ele seja melhor agora do que há alguns anos, mas essa forma não depende apenas da idade. Eu me lembro de mim mesmo quando vejo a maneira como Buffon pensa o gol. Você pode voltar no tempo para estudar os adversários de maneira mais detalhada. Obviamente, você não pode correr o risco de se distrair. As pessoas dizem que ele é um líder como eu, mas de maneira mais silenciosa. Eu digo que o que faz a diferença é o quanto e como você fala nos vestiários. Eu fazia isso, respeitando a minha função”.

Por fim, Zoff discutiu sobre as possibilidades sobre o potencial herdeiro de Buffon. Não deixou de elogiar Gianluigi Donnarumma, do Milan: “Herdeiro é uma palavra pesada. Há alguns jovens jogadores, como Mattia Perin e Marco Sportiello, que estão se saindo bem. E há Donnarumma. É muito cedo para dizer, mas se alguém é titular do Milan aos 16 anos, ao menos ele tem uma grande carreira pela frente”. Palavras de quem permanece como uma referência na Itália.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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