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Como um dos maiores compositores de ópera da história inspirou a criação do Parma

A influência de Giuseppi Verdi sobre a história da Itália não se limita a seu grande talento. O músico falecido há 115 anos é reconhecido como um dos maiores compositores de operas de todos os tempos. Maestria que o colocou em evidencia em uma época vital para a história do país. Verdi apoiou fortemente Ressurgimento, movimento desencadeado no Século XIX para a Unificação da Itália. Suas óperas serviam de base ideológica, enquanto o slogan “Viva Verdi”, na verdade, era usado um acrônimo para “Viva Vittorio Emanuele Re D’Italia” – Vítor Emanuel, o rei que assumiu o poder a partir da unificação, em 1861.

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Só que a importância de Verdi não fica apenas na música ou na política, chegando também ao futebol. Afinal, a figura do compositor ajudou a motivar a criação de um dos clubes mais tradicionais do país. Verdi nasceu em Busseto, uma comuna da província de Parma. Tornou-se, então, um dos maiores orgulhos da região. E, no ano de seu centenário, um grupo de jovens da região decidiu fundar o Verdi Foot Ball Club, para participar dos festejos e honrar a memória do gênio. O time durou poucas semanas, mas os seus membros criaram meses depois o Parma Foot Ball Club, em dezembro de 1913.

Como herança, o Parma preservou as cores do Verdi, azul e amarelo. E uma das composições mais famosas do músico se tornou frequente nos jogos no Estádio Enio Tardini. A marcha triunfal da ópera Aida, além de símbolo da cidade de Parma, também serve de hino extraoficial para os gialloblù, executada na entrada dos times a cada entrada em campo. Por mais que o momento não seja dos mais gloriosos, os sons exultantes da canção permanecem ressoando nas arquibancadas.

Relegado à quarta divisão italiana, após declarar falência, o Parma dá os primeiros passos em sua luta para voltar à elite. E vai se dando bem na missão. Os gialloblù lideram o Grupo D da Serie D, com 59 pontos conquistados em 23 rodadas e nenhuma derrota até o momento. Além disso, permanece com bom público no Ennio Tardini. Tenta em pouco tempo escrever uma história triunfal, como a marcha de Verdi, que diz tanto sobre a própria Itália.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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