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Buffon quer se aposentar na Copa de 2018 e pode se tornar o primeiro a disputar seis Mundiais

Gianluigi Buffon pode não viver atualmente o auge de sua forma. Mas dizer isso sobre um dos melhores goleiros da história não significa muito. Afinal, o italiano permanece repetindo suas atuações fantásticas, facilmente um dos melhores do mundo na posição – e injustamente omitido da seleção do ano da Fifa em 2015. Às vésperas de completar 38 anos, o camisa 1 quer mais. E a torcida da Juventus não precisa se preocupar tanto com sua aposentadoria, por enquanto. A meta do craque é pendurar as luvas apenas depois dos 40. Com a idade que o também mítico Dino Zoff tinha em 1982, Gigi busca a sua última participação em Copas do Mundo.

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“Eu gostaria de me aposentar com a cabeça erguida. Esse é o meu compromisso de vida, olhar no olho de qualquer um que esteja na minha frente. E eu vou sair com a festa certa, sem exagerar nas celebrações. Estar em campo aos 40 anos e na próxima Copa do Mundo é o meu último objetivo como jogador. E depois disso? As emoções que te levam ao campo não podem ser sentidas atrás de uma mesa ou em um cargo institucional. Entretanto, se alguém me der uma chance de ter influência, eu penso que seria muito bom oferecer algo novo através da minha experiência. Eu adquiri isso em muitos anos de carreira em alto nível”, afirmou o arqueiro, em entrevista à Gazzetta dello Sports.

Atualmente, Buffon já aparece como um dos recordistas em aparições em Copas do Mundo. São cinco edições desde 1998, empatado com Lothar Matthäus e Antonio Carbajal, embora o italiano só tenha entrado em campo em quatro delas – em sua primeira, era reserva de Gianluca Pagliuca. Entretanto, Buffon não pode mirar o recorde de jogos em Mundiais. Atualmente o goleiro soma 14, 11 a menos que a marca de Matthäus. No máximo, pode alcançar o quarto lugar da lista, atrás ainda de Miroslav Klose e Paolo Maldini. Além disso, igualará Faryd Mondragon, o primeiro a disputar sua primeira e sua última Copa em um intervalo de 20 anos.

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Mesmo que siga firme na seleção, Buffon comentou sobre o seu potencial substituto na Azzurra. O veterano derramou elogios sobre Gianluigi Donnarumma, garoto de 16 anos que assumiu a titularidade do Milan: “Ele está fazendo grandes coisas, não tem medo de jogar em um grande estádio como San Siro. A camisa do Milan lhe cai muito bem. Em adição a sua personalidade e a sua calma, ele tem importantes qualidades técnicas e físicas. Ele é impulsivo, sólido. O que eu mais gosto de pensar é que estamos falando de um bom garoto, o que é o mais importante para uma boa carreira. E eu tenho que dar os parabéns para imprensa, que está o ajudando a crescer gradualmente, sem colocar pressão desnecessária”

Por fim, Buffon ainda falou sobre os grandes momentos de sua carreira: “Minha melhor memória do futebol? A grande alegria de estrear na Serie A, o cumprimento de um sonho. Claro, vencer a Copa do Mundo. Finalmente, a perseverança e a determinação que me permitiram ficar nos níveis mais altos. Meu melhor time na Juve? Penso que o de 2002/03, quando perdemos a Champions. Tínhamos estilo e organização. Em termos de elenco, eu diria que os dois anos com Fabio Capello. Mas não posso ignorar a personalidade e a consistências das temporadas recentes com Conte e Allegri”.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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