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Bacca garantiu a vitória sofrida do Milan e já se faz essencial aos rossoneri

O Milan segue sua reconstrução sob o comando de Sinisa Mihajlovic longe de ser brilhante. Neste sábado, os rossoneri sofreram um bocado para conquistar a segunda vitória na Serie A, depois dos tropeços diante de Fiorentina e Internazionale. Mesmo dentro do San Siro, o time da casa permitiu por duas vezes o empate do Palermo. Mas contou com Carlos Bacca. O novo centroavante milanista chamou a responsabilidade e desequilibrou o jogo. Marcou dois gols, inclusive o que garantiu a vitória por 3 a 2. A despeito do time, o colombiano dá continuidade ao bom início na nova equipe.

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Bacca começou a mostrar serviço logo no primeiro tempo. O Milan demorou um pouco para engrenar no jogo, mas começou a ameaçar mais a partir dos 15 minutos. Quando o centroavante conseguiu inaugurar o marcador. Giacomo Bonaventura, outro destaque da noite, deu bom passe de calcanhar para o companheiro dentro da área. E, mesmo com pouco ângulo, o artilheiro conseguiu completar uma finalização difícil, na lateral da rede, sem chances para o goleiro Sorrentino.

Só que o momento de pressão do Milan não adiantou muito. Aos 32 minutos, Hijemark cobrou escanteio para a área e a defesa do Milan se trombou, desviando a bola para dentro das próprias redes. O fim do primeiro tempo só não foi tão ruim porque, logo depois, Bonaventura tratou de retomar a vantagem. Aos 40, o italiano cobrou falta com categoria na entrada da área, no ângulo de Sorrentino. Mas nem tudo era tranquilidade aos milanistas. Tanto que em outro apagão da defesa, Hijemark saiu na cara de Diego López para anotar o seu segundo gol na noite. Até que Bacca salvasse.

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Em cruzamento perfeito de Kucka, o colombiano se antecipou à defesa e desviou de cabeça. O gol que deu a tranquilidade para o Milan segurar o placar até o final. Com seis pontos, o time agora aparece na nona colocação, mas podendo cair três posições, dependendo dos resultados no domingo. Início não muito animador, ainda que a tabela tenha previsto dois jogos difíceis logo de cara para os rossoneri.

Bacca, ao menos, consegue fazer o seu nome em Milão. Em um elenco de pouca grife, o atacante se tornou a grande aposta para uma reviravolta. E vai cumprindo o esperado. Participativo e letal, fez muito mais que o companheiro Luiz Adriano, substituído durante a partida. Enquanto isso, Bonaventura ganha moral como peça importante, depois de ser um dos poucos a se salvar na temporada passada. Olhando para o papel, ainda, o Milan está longe de ser um time que salte aos olhos, e deve suar bastante se quiser brigar por uma vaga na Champions. Mas, em um campeonato equilibrado, ter um jogador que faça a diferença é fundamental. Bacca começa a ser este cara.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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