Itália

Ronaldo sobre sua ida para a Itália: “Não trocaria meu primeiro ano na Inter por nada”

A história de Ronaldo coma Internazionale é lembrada pelos torcedores do clube italiano com muito afeto. Recentemente, quando a contratação do craque completou 20 anos, foram muitas as manifestações em favor dele. Com 99 jogos e 59 gols, Ronaldo deixou uma boa história a ser contada. Curiosamente, mais de um ano antes de ir para a Inter ele já tinha declarado à revista Placar, publicada em fevereiro de 1996, que sonhava em jogar no clube nerazzurri. Em junho de 1997, o sonho se confirmou. O seu primeiro ano na Inter é lembrado como um dos melhores da sua carreira – alguns consideram o melhor – e ele diz que mesmo sem o título italiano, não trocaria aquele ano por nada.

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Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, Ronaldo lembrou da sua chegada ao clube de Milão. “Eu ainda posso ver. Quando eu cheguei à sede do clube, não havia ninguém em volta nas ruas. Momentos depois, eu fui para a varanda como jogador da Inter e eu mal conseguia acreditar nos meus olhos. Havia um mar de bandeiras pretas e azuis e pessoas que foram só para me ver”.

Ronaldo não conquistou o Campeonato Italiano, algo que a Inter almejava. Depois de ganhar a Serie A na temporada 1989/90, a Inter amargou uma fila que a contratação de diversas estrelas, especialmente de Ronaldo, visava acabar. O título não veio, apesar da ótima campanha na primeira temporada que acabou com o vice-campeonato, atrás da Juventus em 1997/98.

“Nunca trocaria aquele ano na Inter por nada”, disse Ronaldo. Aquele foi o seu melhor ano na Inter, jogando muita bola e ainda vestindo a camisa 10. Foi o último ano da Umbro como fornecedora de material esportivo do clube e o camisa 9 ainda era Ivan Zamorano. No ano seguinte, com a Nike, foi feita a troca de número. Ronaldo ficou com a 9 e Zamorano passou a vestir a camisa 18. Ou melhor: 1+8, como aparecia na camisa. “Cada jogo era uma festa”, disse Ronaldo. “O espírito da Inter nasceu de novo”.

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Atualmente, Ronaldo é embaixador do Real Madrid no mundo. Ele se transferiu para o clube espanhol quando deixou a Inter, após a Copa de 2002, da qual foi artilheiro. E ele pensa em voltar para a Inter um dia com algum cargo do mesmo tipo. “Eu estou extremamente feliz em Madri, mas eu me sinto pronto para uma nova, vamos dizer, experiência administrativa”, explicou.

“Por isso que eu estou considerando a oportunidade de comprar um clube da terceira divisão espanhola – há algumas opções –, um pouco como fiz com a Ronaldo Academy, minhas escolas de futebol”, explicou ainda Ronaldo. “Elas tiveram um impacto extraordinário na China. Trabalhar na China nesta época significa ter oportunidades ilimitadas”.

Quando perguntado se pensava em trabalhar com o grupo Suning, que é dono da Inter, ele desconversou. “Eu não sonhei tão longe, mas eu sempre tenho dito que eu tenho um pedaço da Inter no meu coração”, afirmou.

Ronaldo tornou-se ídolo na Inter, mas também foi lá que viveu os seus maiores pesadelos na carreira: as duas lesões mais grave que teve, entre 1999 e 2000. Ele chegou ainda em recuperação para a Copa do Mundo de 2002, em uma aposta de Felipão – assim como Rivaldo, também machucado – e acabou sendo decisivo: artilheiro e campeão.

Foi para o Real Madrid em 2002, onde ficou até 2007. Voltou à Itália para jogar no Milan, mas não brilhou e deixou o clube depois uma nova lesão, em 2008. No fim daquele ano, assinou com o Corinthians e estreou pelo clube no começo do ano seguinte. Jogou até 2011, quando decidiu encerrar a carreira com os títulos Paulista, da Copa do Brasil e boas campanhas no Brasileiro. O seu último jogo foi na eliminação para o Tolima, na fase preliminar da Libertadores.

Mesmo tendo atuado no Milan por um curto período, a torcida da Inter idolatra Ronaldo. Em 2016, ele foi assistir a um jogo do clube em San Siro e foi recebido com muito carinho pelos torcedores, que levaram também faixas para homenagear o Fenômeno. O presidente do clube, Massimo Moratti, já disse que Ronaldo foi a melhor contratação que fez enquanto foi presidente da Inter.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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