Itália

Novo escândalo do futebol italiano tem participação da Camorra e de ex-meia da Azzurra

O Gallipoli fez todos os esforços possíveis para subir à Serie B em 2008/09. Mesmo que entre esses esforços estivesse o uso da Camorra (a máfia napolitana) para dar uma ajuda a vencer o jogo decisivo, contra o Real Marcianise. É o que apontam as investigações das autoridades italianas, que prenderam 90 pessoas acusadas de fazer parte de uma família mafiosa nesta terça.

Os Righi, investidores do Gallipoli, teriam dado € 50 mil para os jogadores do Real Marcianise entregarem o confronto entre as equipes na última rodada do Grupo B da temporada 2008/09 da Lega Pro (terceira divisão). O dinheiro teria origem ilícita, e o contato com os jogadores do Marcianise teria sido feito pelo clã Contini, da Camorra.

A entrega do dinheiro foi, segundo as autoridades, realizada pouco antes da partida. Participaram dela Salvatore Righi (investidor principal Gallipoli), Ivano Righi (filho de Salvatore), Giuseppe Giannini (então técnico do Gallipoli e ex-jogador da Roma e camisa 10 da seleção italiana na Copa de 1990) e Luigi Dimitri (diretor esportivo do clube). Entre os jogadores do Ral Marcianise que receberam o dinheiro estariam Michele Murolo e Massimo Russo.

A partida terminou em 3 a 2 para o Gallipoli, que conseguiu a promoção. No entanto, o clube ficou apenas um ano na segundona. Obrigado a mandar ses jogos em Lecce por falta de condições em seu estádio, o time foi penúltimo na Serie B 2009/10, retornou à terceira divisão. Um ano depois, teve a falência decretada e tenta renascer na sétima divisão.

Giuseppe Giannini é o atual técnico da seleção do Líbano.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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