Cesare Prandelli teve um grande fracasso na Copa do Mundo. Cair na primeira fase do Mundial foi grave, especialmente tendo a Costa Rica como líder do grupo. O insucesso teve um grande papel na saída do técnico, que tinha conseguido ótimos resultados até então e tinha uma proposta de futebol mais atraente. Com Antonio Conte, a Itália ainda não conseguiu mostrar muito. Começou vencendo a Noruega fora de casa, é verdade, mas contra Azerbeijão e Malta, o futebol da Itália foi pobre e as vitórias foram bem pouco convincentes. Os 2 a 1 contra o Azerbaijão já tinham decepcionado, mas o jgoo desta segunda-feira contra Malta, vitória por 1 a 0, foi ainda pior.

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O jogo foi uma chatice terrível. A Itália pouco criou e ofensivamente fez muito pouco para merecer um placar maior. Se você olhar os números, pode parecer que foi melhor do que foi: foram 17 chutes a gol, mas só quatro deles no alvo. Nove foram para fora e outros quatro foram bloqueados. Três na trave. Sim, o time foi melhor que Malta, evidente, mas não há grande mérito nisso. A Itália tem que vencer Malta de maneira segura e, de preferência, de forma convincente. Isso não aconteceu.

Conte não parece preocupado. Venceu seus três jogos até aqui e a campanha, claro, é absolutamente tranquila. Nada além do esperado. O futebol, porém, não é de empolgar. Ao contrário, o time é bastante engessado, parece pouco capaz de criar alternativas de jogo. É verdade que uma aposta do treinador, o atacante Graziano Pellè, que estreou como titular, fez o gol da vitória. É verdade também que se a Itália ameaçou pouco Malta, Malta fez menos ainda. Só que a Itália não pode querer se comparar com Malta. É muito pouco.

Conte sabe que os desafios da Itália não são nas Eliminatórias e também sabe que mesmo nos tempos de Prandelli os jogos classificatórios da Azzurra não eram exatamente empolgantes. Mesmo assim, deveria se cobrar mais. O time precisa jogar um pouco melhor e não sofrer contra adversários que são tão inferiores tecnicamente. O próximo jogo será um teste melhor. No dia 16 de novembro, os italianos receberão a Croácia no estádio Giuseppe Meazza. Aí as coisas tendem a ser mais complicadas, porque a Croácia, assim como a Itália, venceu seus três primeiros jogos. Será preciso jogar melhor.

Com Prandelli, o time conseguiu ótimos resultados. Na Eurocopa de 2012, o time fez excelente campanha, mostrou ótimo futebol, eliminou a forte e favorita Alemanha e acabou goleada pela Espanha na final. Na Copa, o resultado acabou sendo determinante, mas a Itália tinha uma esperança. Um jeito de jogar que priorizava a qualidade técnica, a posse de bola. Com Conte, ainda não dá para dizer que há um estilo e claramente ele não mantém o que se fazia no trabalho anterior. O estilo de Conte é mais pragmático e costuma ter bons resultados – ele não foi tricampeão italiano por acaso. Resta saber se isso será suficiente.