A Itália chegou às vésperas de enfrentar Lichtenstein com oito vitórias consecutivas. Faltava uma para igualar o recorde de Vittorio Pozzo, treinador bicampeão mundial na década de 30. Ao ser questionado sobre o momento histórico, Roberto Mancini brincou: “Faltam só dois títulos de Copa do Mundo”. De fato. Mas para uma seleção em reconstrução, que passou por um de seus piores momentos ao ficar de fora do último Mundial, a série alcançada com a goleada por 5 a 0, nesta terça-feira, é pelo menos um sinal positivo do trabalho de Mancini.

Apenas Itália e Bélgica chegaram ao fim desta Data Fifa mantendo o 100% de aproveitamento nas Eliminatórias da Eurocopa, o que geralmente não significa muita coisa para as perspectivas de título no próximo verão, mas ainda é melhor do que não ganhar todas as partidas.

A partida contra Liechtenstein seguiu um roteiro bem parecido aos encontros entre gigantes e nanicos. A Itália marcou um gol cedo, com Federico Bernardeschi, aos dois minutos, e ficou com a bola o tempo inteiro, mostrando certa preguiça. Liechtenstein tentava se segurar para evitar a goleada e fazia um bom trabalho, até os 25 minutos do segundo tempo.

Foi quando Andrea Belotti ampliou para 2 a 0. Pouco depois, Alessio Romagnoli, com seu primeiro gol pela Azzurra, fez o terceiro, e não havia mais pelo que lutar. El Shaarawy apareceu na área para tocar na saída do goleiro e marcar pela primeira vez pela seleção italiana em três anos, no seu primeiro jogo desde 2017. O próprio Belotti ampliou a contagem, no fim.

No lado de Liechtenstein, destacou-se o meia Dennis Salanovic, que exigiu três defesas de Salvatore Sirigu. Mancini aproveitou a ocasião para dar chance a algumas caras novas. Gianluca Mancini fez apenas seu terceiro jogo, Vincenzo Grifo, o segundo, e Sandro Tonali, grande revelação do Brescia, realizou a sua estreia.

A Itália, com 24 pontos, está não apenas classificada com antecedência, como também garantida em primeiro lugar.

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