O amistoso entre Itália e Alemanha foi muito mais importante pelos jogadores que foram a campo do que exatamente pelo resultado final. O 0 a 0 no placar em San Siro não refletiu a boa qualidade do jogo em, principalmente, dos bons jogadores dos dois times. Tanto italianos quanto alemães pouparam suas principais estrelas deste confronto e deram espaço para aqueles que podem ser usados um dia. E o jogo foi bastante interessante para isso.

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Os dois técnicos optaram por um esquema tático parecido, com três zagueiros e com jovens em campo, para serem observados. Giampiero Ventura armou o time em um 3-4-3, com Romagnoli, 21 anos, e Rugani, 22, na zaga. Zappacosta, De Rossi, Parolo e Darmian formaram o meio-campo, com Éder, Immobile e Belotti como atacantes.

Na Alemanha, Joachim Löw colocou em campo o goleiro Bernd Leno, 24 anos, o volante Weigl, Goretzka, Kimmich, todos com 21 anos e Gerhardt, 22. Todos eles ganhando chances para serem observados pensando na sequência.

O destaque negativo vai para a torcida italiana antes do jogo. No momento da execução do hino nacional alemão, os torcedores vaiaram. Um ato sempre um tanto desrespeitoso com o adversário.

A partida foi equilibrada no primeiro tempo. Os dois times tentaram chegar ao ataque, com algumas chances de lado a lado. A Alemanha teve ligeiramente mais a bola, mas o time sentia dificuldade no último terço do campo. Falta ao time alguém com mais poder de finalização. Thomas Müller, o atacante centralizado, não vive uma grande fase. Também não foi muito ajudado pelos companheiros e teve que buscar muito o jogo.

O segundo tempo foi um pouco melhor, com a Itália mais ativa no ataque. A melhor chance do jogo veio com Belotti, o destaque destes últimos jogos da Itália. Aos 22 anos, ele tem três gols em agora cinco jogos. Por pouco, não chegou a quatro gols. A bola bateu na trave.

Mais do que o jogo, que acabou mesmo em 0 a 0, vale para os dois técnicos terem observado seus novos jogadores. No tempo tempo, Ventura colocou em campo o atacante Bernardeschi, da Fiorentima, de 21 anos e que mostra talento.Nicola Sansone, ex-Sassuolo e atual Villarreal, também entrou, mas já foi bem no final do jogo. São jogadores que podem ser usados em jogos futuros.

Já a Alemanha colocou em campo o zagueiro Tah, de apenas 20 anos, que é uma promessa para a defesa alemã. Gnabry, de 21 anos, e Kevin Volland, de 24, também foram a campo no estádio de San Siro.

O bom jogo ficou no 0 a 0, mas os dois técnicos devem ter saído satisfeitos de campo. Viram dois bons times, sem as maiores estrelas, mas com jovens jogadores que começam a ganhar o seu espaço. Tanto os italianos, tantas vezes com dificuldades para renovar sua seleção, quanto a Alemanha, campeã do mundo em 2014 e já buscando os talentos que poderão compor o time até 2018, mostraram bons talentos. Há esperança para os dois.