Cinco jogos sem vencer, com quatro derrotas e um empate, além de apenas um gol anotado. O Real Madrid vive uma crise que contrasta com a história recente do clube, mas que também é raríssima em mais de um século de existência da agremiação. As vitórias não aparecem nem mesmo contra adversários modestos e a pressão sobre Julen Lopetegui é inegável, com insistentes rumores sobre a demissão do comandante. Uma chance boa para se reerguer acontece nesta terça, com o duelo contra o Viktoria Plzen pela Liga dos Campeões, dentro do Estádio Santiago Bernabéu. E nesta segunda, em coletiva de imprensa, os merengues colocaram um dos principais partidários do treinador para defendê-lo em coletiva de imprensa: Isco, que chegou ao seu melhor nível na seleção sob as ordens de Lopetegui. Em série de declarações rebatendo os entraves, sobrou até para Cristiano Ronaldo.

“Estão sempre nos perguntando sobre Cristiano Ronaldo. Eu sinto falta de Carvajal, de Bale… Não podemos buscar a solução fora deste clube, mas dentro, porque há várias e muito boas. Não podemos chorar por alguém que não quis estar aqui”, declarou Isco, fazendo referência positiva aos companheiros que se lesionaram recentemente “No vestiário, estamos mais preocupados sobre o porquê de não conseguirmos os resultados que queremos. É preciso buscar este equilíbrio que nos está custando as partidas”.

O meia também transmitiu que o elenco segue seguro sobre as suas capacidades, em busca da recuperação: “Estamos com tranquilidade e temos a responsabilidade de mudar a situação. Somos os primeiros que ficamos com raiva quando não ganhamos. A responsabilidade não é apenas do técnico, porque os gols somos nós que fazemos. Podemos nos recuperar e vamos fazer isso. Agora depende de nós e da comissão técnica, porque o futebol leva em conta o momento. Somos conscientes do que temos que fazer”.

Além disso, Isco criticou a postura da imprensa em relação a Lopetegui: “Não creio que a imprensa tenha o poder de tirar um treinador, mas a polêmica que vocês querem criar não existe. Acreditamos no que podemos fazer, estamos muito tranquilos e temos confiança no técnico. Podem passar um milhão de coisas daqui em diante, mas eu creio nesta equipe. Seria uma loucura mudar de técnico agora. É preciso deixá-lo trabalhar. Porque teríamos que sair todos, não apenas o treinador. Confio que juntos podemos fazer um ano magnífico”.

Por fim, o espanhol relembrou o histórico recente do clube para utilizá-lo como escudo: “Não é fácil assimilar esta sequência ruim, mas sabemos ressurgir. Sempre que recebemos críticas, acabaram metendo o rabinho entre as pernas. Ganhamos quatro Champions nos últimos cinco anos e muitos gostam de nos ver em situação ruim. Nunca se pode dizer que estamos mortos”.


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