O Olimpia oficializou nesta quarta-feira (1) a saída de Emmanuel Adebayor do clube, depois de chegar a um acordo mútuo pela rescisão do contrato. Quase tão surpreendente quanto a chegada do togolês à América do Sul, sua saída acontece por uma conjuntura de fatores ligados à pandemia do Coronavírus. A passagem relâmpago entra para o folclore do futebol sul-americano, apesar do atacante ter tido apenas 217 minutos em campo.

Adebayor estava impossibilitado de voltar ao Paraguai devido à pandemia. Para trazê-lo de volta para o país, o Olimpia precisaria desembolsar entre US$ 120 mil e US$ 150 mil em custos de logística, o que não estava disposto a fazer em meio a uma crise que é também financeira, acarretada pela paralisação do futebol.

Seus salários nos meses por vir também representariam um fardo pesado demais de se carregar em um momento que pede por estabilidade econômica.

Os 217 minutos em campo que Adebayor teve com a camisa do Olimpia aconteceram entre quatro partidas, nas quais não conseguiu marcar nenhum gol. Em vez disso, se uma cena irá resumir sua passagem pelo Paraguai, esta será a expulsão em seu último jogo pelo Decano, contra o Defensa y Justicia, após dar uma voadora na altura do ombro de um adversário.

Ao todo, Adebayor fez duas partidas no Campeonato Paraguaio, uma como titular, e duas na Libertadores, sendo titular justamente no confronto em que acabou expulso.

Apesar de aos poucos ir demonstrando sua capacidade técnica nos minutos que teve em campo, Adebayor sequer pode passar da fase de entrar em melhor capacidade física para entregar tudo o que podia antes de sua história na América do Sul chegar ao fim.

É uma pena para o futebol do continente, em termos do capítulo excêntrico que se escrevia e que fica por terminar. Ainda assim, de forma diferente, a história ganha outros contornos também singulares. De quebra, adiciona uma pergunta de trivia para o futuro: “É verdade que Adebayor jogou na América do Sul?”.