A International Football Association Board (IFAB) se reuniu na Escócia neste sábado e tomou algumas decisões em relação a regras do jogo, com vistas a melhorar algumas questões que causam dúvidas e também discutir sobre regras de toque de mão, além de discutir o uso do Video Assistant Referee (VAR).

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A reunião aconteceu em Aberdeen, na Escócia, e foi presidida pelo presidente da Federação Escocesa, Alan McRae, e teve a presença dos quatro representantes da Fifa, além dos representantes de Inglaterra, Gales e Irlanda do Norte, membros permanentes da IFAB. Apesar do esporte ser global, os representantes do Reino Unido possuem um peso tão grande quanto os representantes da Fifa – que em tese, fazem o papel de todos os outros países.

A decisão mais significativa foi a mudança na interpretação do toque de mão. Até então, era possível fazer um gol de mão, desde que o toque fosse involuntário. Aconteceu, por exemplo, na final da Champions League em 2015, quando Neymar fez um gol assim contra a Juventus. O árbitro, porém, anulou. O que a IFAB fez foi mudar a interpretação: agora, gol de mão, mesmo involuntário, não pode ser validado. Mais do que isso, se o toque de mão, mesmo acidental, criar uma chance de gol, também deverá ser marcada falta.

Outra mudança vem depois de experimentos feitos em diversas partes do mundo, segundo a própria IFAB. O jogador que for substituído deve sair pela linha mais próxima, seja linha de fundo, seja linha lateral, independente do lado que estiver o jogador que o substituirá. Isso é uma forma de tentar agilizar o jogo, evitar a perda de tempo nesses momentos de substituições.

Outras mudanças, um pouco mais sutis:

– Os jogadores atacando não podem mais estar na barreira defensiva, ou mesmo formar aquela barreira de ataque, como acontece por vezes

– Será marcada bola ao chão caso a bola toque no árbitro, o que é um problema

– Foi aprovado também que haverá cartão amarelo e vermelho para membros da comissão técnica

– Não será mais preciso que a bola saia da área no tiro de meta ou faltas dentro da área. Os jogadores, porém, não podem entrar na área antes que o tiro de meta seja cobrado

– O goleiro só precisa ter um pé em cima da linha na cobrança de pênalti.

A reunião também falou sobre o uso do VAR e que os resultados foram satisfatórios. Melhorou a arbitragem sem muita interrupção. Em média, leva cerca de um minuto a cada três jogos. Não foi alterado nenhum protocolo.