O Milan já havia provado na final da Liga dos Campeões de 2005 que 3 a 0 no placar não quer dizer nada. Neste domingo, a Internazionale repetiu mais uma a lição. Depois de estar perdendo por 3 a 0 para a Roma no primeiro tempo, a Inter empatou por 3 a 3 no segundo tempo e virou na prorrogação, para levar o pela segunda vez consecutiva e pela terceira vez em sua história a Supercopa italiana.

O ala brasileiro Mancini abriu de cabeça o placar aos 13 minutos do primeiro tempo, após aproveitar bom passe de Panucci. Aquilani triangulou com Totti para ampliar aos 25. Nove minutos depois, Aquilani fez seu segundo, deixando a Roma numa situação confortável em San Siro, com 3 a 0 no placar.

A reação milanesa começou ainda no segundo tempo. Vieira desviou de cabeça uma cobrança de falta da esquerda e levou a Inter para o intervalo com 3 a 1 de desvantagem.

A Inter começou a segunda etapa na pressão, mas o gol tardou a sair. Crespo marcou apenas aos 20 minutos, também de cabeça, ao aproveitar cruzamento de Stankovic. A partir desse momento, os interistas aumentaram ainda mais a ofensiva à área romanista. Aos 29, o empate. Ibrahimovic recebeu na entrada da área, chutou cruzado e Vieira apenas empurrou para dentro. O estádio veio abaixo com a reação.

A virada interista veio logo no princípio da prorrogação. Logo no quarto minuto, Figo cobrou falta sofrida na entrada da área da Roma com perfeição, sem chances para o goleiro Doni. Abalada com a virada, a Roma ficou apática em campo em todo o resto do tempo extra. Tanto que Chivu levou o cartão vermelho por reclamar do árbitro ainda no primeiro tempo.