Em um jogo de duas estratégias distintas, o Athletico Paranaense arrancou com a vitória no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil. Em casa, em uma Arena da Baixada lotada, o time da casa tentou muito, esbarrou em uma boa defesa do Internacional. Mesmo assim, no segundo tempo, conseguiu uma vitória por 1 a 0 em casa, graças a um gol de um dos grandes destaques do time, Bruno Guimarães.

O jogo acabou sendo bastante equilibrado, apesar das estratégias bastante diferentes. Enquanto o time da casa tentou sufocar, os visitantes se contentaram em tentar segurar o time da casa e depois minar o jogo e, aos poucos, sair para o jogo. No volume de jogo, o Athletico foi muito superior, mas em chances de gols, isso não ficou tão evidente. O Inter teve as suas, ainda que com uma posse de bola bastante superior – terminou com 63% de posse de bola contra os 37% do Inter. O mandante sai de campo com uma vantagem que é mínima.

O técnico Tiago Nunes promoveu duas mudanças importantes. Sem Jonathan na direita, escolheu o jovem Khellven, 18 anos, para iniciar a partida. Ele já tinha jogado contra o Grêmio, na fase anterior, quando o Athletico conseguiu a classificação. O time, aliás, foi praticamente o mesmo, com a diferença que Léo Pereira entrou no lugar de Lucas Halter na zaga. No Inter, Odair Hellmann escalou o time habitual, sem desfalques. Taticamente, os dois times estavam posicionados de forma similar: 4-1-4-1. O que variou foi a postura dos dois times.

Os primeiros minutos foram do Athletico. O time paranaense era quem tomava as ações ofensivas e buscou o gol adversário desde o começo. Foram 10 minutos eletrizantes do Furacão, que criou oportunidades. Nikão, logo a sete minutos, teve uma boa chance depois de lindo passe de Márcio Azevedo, mas não conseguiu finalizar. Logo depois, Rony aproveitou bola de fora da área para encher o pé e levar perigo.

Com tranquilidade, o Athletico tocava a bola e tentava envolver o Inter, que permanecia postado na defesa. O problema não era chegar ao campo de ataque, mas sim vencer o bloqueio que o Colorado impunha depois da intermediária. Com pouco espaço, o Furacão trocava passes.

Depois de uma pressão inicial, o Inter começou a tentar sair para o jogo. Aos 21 minutos, em uma boa tabela, D’Alessandro tocou, Nico López deixou passar para Edenílson, que lançou o atacante. Ele tocou colocado, mas Santos fez a defesa sem problemas. O Athletico conseguiu levar novamente perigo ao gol do Inter em um chute de Léo Citatini, de fora da área.

O Inter reclamou de um toque de mão de Wellington dentro da área aos 26 minutos, mas o lance pareceu regular, que foi o que o árbitro Raphael Claus considerou também. Apesar da reclamação dos jogadores do Inter, não houve revisão. O árbitro se sentiu seguro depois de ter visto o lance.

Depois da primeira metade do primeiro tempo com a dominância do Athletico no jogo, o Inter igualou com a força do seu time, especialmente no meio-campo. Passou a travar o jogo, igualou as ações e passou a sofrer menos. Menos porque o Athletico ainda tinha bem mais a bola, mas passou a ter menos chances de gol. O Colorado quebrou o ritmo do jogo, esfriou a atmosfera quente da Arena da Baixada.

Ao final do primeiro tempo, apesar do Athletico ter colocado mais energia no jogo, tentando forçar o ataque, o Inter conseguiu quebrar o jogo e tornar a partida mais confortável para si mesmo. Depois dos primeiros 10 minutos que foram mesmo de preocupar, o time gaúcho conseguiu minar a força do Athletico, que, apesar de ter a bola, não conseguia agredir ou criar chances claras. Pareceu cair em uma rede do Inter, que usava um jogo muito físico para complicar o adversário.

O segundo tempo começou com o Inter subindo a marcação, complicando um pouco a saída de bola do Athletico. Criou duas chances, com Rodrigo Lindoso e Edenílson. Tiago Nunes mudou o time. Tirou Léo Cittadini e colocou Thonny Anderson.

Um minuto depois, gol do Athletico. Marco Ruben tentou o toque para Bruno Guimarães pelo meio, Moledo afastou, mas a bola sobrou novamente para Ruben, que desta vez encontrou o volante do Athletico. Ele recebeu e chutou no ângulo, marcando 1 a 0 para o Furacão na Arena da Baixada.

Com o gol, o Athletico ficou mais confortável. O Inter mexeu no time sacando Nico López e colocando Wellington Silva, muito veloz. Aos 22 minutos, Tiago Nunes tirou o centroavante Marco Ruben, que apesar da boa jogada no gol, sentia dificuldades. Entrou no seu lugar Marcelo Cirino, que não é bem um centroavante, mas é forte e tem velocidade. Aos 27 minutos, Rony fez uma jogada fantástica, chutou forte, mas Marcelo Lomba fez uma defesa incrível para defender.

Odair Hellmann mudou o time, sacando Edenílson para colocar Nonato. Logo depois, o Inter teve uma grande chance, aos 30 minutos. D’Alessandro cruzou para a área, Robson Bambu afastou mal e a bola cairia nos pés de Rodrigo Lindoso. Só que o volante Wellington conseguiu um toque na bola providencial para impedir que o volante do Inter pegasse em cheio na bola e Santos defendeu.

Tiago Nunes mudou o time aos 36 minutos, tirando o atacante Rony e colocando em campo o meio-campista Lucho González. O jogo foi perdendo ritmo. O Furacão esfriou o jogo, enquanto o Inter tentava atacar, mas sem dar espaços.

No Beira-Rio, na próxima semana, o Inter tenta manter a escrita de ser um grande mandante e, mais uma vez, vencer o jogo. E vencer pelo placar mínimo é algo bastante plausível. Já no caso do Athletico, a ideia é lutar contra o retrospecto ruim fora de casa, com um futebol que não anima. Precisará melhorar para ficar com a taça em Porto Alegre. Por enquanto, tudo é possível. Se o Inter mantiver a escrita recente e vencer, o jogo ao menos vai para os pênaltis.

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